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Cidade Morena

Na época mais propícia para a dengue, população diz que fumacê desapareceu das ruas

Casos da doença subiram 100% em relação a 2015

29 dezembro 2016 - 19h00Por Thiago de Souza
Na época mais propícia para a dengue, população diz que fumacê desapareceu das ruas

Com a chegada do verão, estação do ano mais propícia para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, leitores do TopMidiaNews reclamam que o conhecido ‘fumacê’ para combater o mosquito ‘desapareceu’ das ruas da Capital. 

Embora as campanhas de conscientização continuem, como o dia ‘D’ de Combate à Dengue, realizado no dia 2 de dezembro, inclusive com a visita de um ministro de Estado, a população vê o fumacê como um aliado no combate ao transmissor da dengue, zika e chikungunya. 

‘’Faz tempo que eu não vejo o fumacê por aqui, às vezes tenho dúvida se funciona, mas como já tive dengue e tenho medo de algo mais grave, acho que é bom passar’’, relata a cabeleireira Mikelly Salazar que mora há quatro anos no Jardim Los Angeles. 

Na região do Coophasul, uma moradora também relata que não veem caminhonetes que borrifam o veneno há mais de cinco meses. 

O jornalista Elizeu Ribeiro mora há dois anos na Vila Sobrinho e conta nunca ter visto o serviço passar na região. ‘’Nem nos bairros próximos, como Lar do Trabalhador e Vila Planalto’’, acrescenta. Ele acredita na eficácia do procedimento para reduzir casos da doença. ''No combate a dengue, todos os procedimentos são fundamentais, afinal, é a saúde da população que está em risco'', concluiu.  

A borrifação do inseticida é feito geralmente entre as 16h e 22 horas, momento em que a umidade do ar é menor e auxilia a vazão do produto. Nos dias de chuva ou ventos fortes o trabalho deve ser suspenso, já que isso reduz a eficácia da aplicação. No fumacê, o inseticida usado é o Malathion, cuja fórmula é diferente do vendido em mercados e a venda é exclusiva ao Governo Federal. 

Problemas

Em fevereiro deste ano, o trabalho de pulverização do inseticida nas ruas da Capital foi interrompido por mais de um mês, por conta da falta de produto. Em março o serviço voltou após o Ministério da Saúde entregar o composto. 

Alerta

O número de casos de dengue em Campo Grande aumentou quase 100% em um ano, de acordo com dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, no dia 7 de dezembro. Foram registrados 28.153 casos da doença este ano e 14.450 em 2015. Segundo os dados, o número de casos de Chikungunya e Zika Vírus também aumentou na capital. 

 

 

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