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Portadores de deficiência reclamam de falta de acessibilidade para shows em Campo Grande

Eles afirmam que chegar até a área reservada é difícil e acreditam que deveria ter uma entrada especial em eventos

19 abril 2019 - 18h10Por Dany Nascimento
Portadores de deficiência reclamam de falta de acessibilidade para shows em Campo Grande

Se divertir e aproveitar os shows musicais oferecidos em Campo Grande é uma missão quase impossível para quem possui deficiência física, já que a maioria dos eventos, não oferece acessibilidade para cadeirantes. De acordo com o estudante de Direito, Michel Sávio Garcia Rodrigues, 38 anos, que marca presença em shows de artistas nacionais, deficiente físico e portador de paralisia cerebral, o difícil é conseguir chegar até a área reservada.

“Uma mulher reclamou na Expogrande e no segundo dia, eles colocaram área vip para deficientes. Agora ficou melhor, ano passado não tinha uma área, colocaram a gente entre o palco e o público. O difícil é chegar até lá no palco, eu chego e é difícil para conseguir chegar até lá. Os seguranças acabam me ajudando porque eu costumo ir sozinho para o show”, explica o estudante.

Michel afirma que não existe acessibilidade sob as calçadas. “Os shows são legais, eu me divirto, mas é bem difícil chegar. Depois que estamos lá dentro, eles levam a gente no camarim dos artistas, fui no show da dupla Bruno e Marrone, fui no Jorge e Mateus, foi bem legal”.

Assim como Michel, Lenir Galvão de Alencar, 49 anos, que tem a perna esquerda amputada, afirma que tem dificuldade para chegar na área e passa apuro em meio a multidão. “Mesmo eu andando em pé, é  difícil chegar a área reservada. A amputação do meu namorado é desarticulação do joelho, então para ele é muito pior, qualquer esbarrão em alguém a perna dobra, o joelho dobra e se ele não estiver segurando em mim, acaba caindo.

De acordo com lenir, apenas um produtor de eventos na Capital oferece área vip mais próxima do palco. “Em outros eventos que vamos nem tém a área reservada. Ficamos no meio do povão,  no empurra, empurra”.

Para Lenir, a solução seria criar um corredor de acesso até a área reservada, para evitar possíveis acidentes.  

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