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Projeto prioriza vagas em creches de Campo Grande para doadoras de leite materno

De acordo com o PL, terão direito a mães que que apresentarem documentos que comprovam as doações

8 JUL 2019
Redação/Assessoria
15h57min
Foto: Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil

Um Projeto de Lei, de autoria do vereador Odilon de Oliveira Júnior, dispõe sobre a prioridade de vagas em creches, escolas municipais de educação infantil e conveniadas para filhos de doadoras de leite materno de Campo Grande. De acordo com o PL, terão direito a mães que que apresentarem documentos que comprovam as doações.

A proposta tem como base uma campanha lançada pelo Ministério da Saúde para incentivar a doação do alimento. Segundo o vereador Odilon, o projeto visa aumentar o Banco de Leite Materno da Capital, principalmente no inverno, onde as doações tendem a cair. “Hoje todos nós sabemos da importância do aleitamento materno para as crianças e a doação nada mais é que um ato de amor feito por mães para outras mães”, enfatizou.

Segundo o titular da pasta, ministro Luiz Henrique Mandetta, o leite humano é insubstituível. “É com ele que vamos ganhar a batalha da vida contra a morte. Nosso desafio é fazer da doação um ato de amor, de entendimento ao próximo. A criança internada na UTI neonatal com acesso ao leite materno tem uma reabilitação mais rápida” explicou.

A campanha tem como objetivo aumentar em 15% o volume coletado e aumentar o número de doadoras. É importante frisar que qualquer quantidade do leite cedido pode ajudar os bebês internados nas UTIs neonatais a terem uma melhor recuperação e uma vida mais saudável.

Ainda conforme o Ministério, dependendo do peso do recém-nascido, apenas 1 ml já é suficiente para nutri-lo a cada refeição. Entre os anos de 2008 e 2018, 2 milhões de recém-nascidos foram beneficiados com leite humano de 1,8 milhão de mulheres, segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH).

BENEFÍCIOS

De acordo com os especialistas, cada pote de 300ml do alimento pode ajudar até 10 recém-nascidos por dia. Ele tem tudo o que o bebê precisa até os 06 (seis) meses de idade, inclusive agua, protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias, reduz o risco de hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade na vida adulta e reduz em 13% a mortalidade em crianças menores de 05 (cinco) anos de idade.

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