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Vigilantes de banco levam calote e terceirizada 'some' após Bradesco romper contrato em MS

Profissionais não receberam o salário do mês, tíquete alimentação e verbas rescisórias

14 MAI 2019
Thiago de Souza
18h46min
Foto: Google Street View

Cerca de 60 vigilantes, somente em Campo Grande, alegam que a empresa MJB Vigilância e Segurança não pagou salários, tíquete refeição e até direitos trabalhistas. A empresa prestava serviço para o Bradesco em Mato Grosso do Sul e, após ter o contrato rescindido, seus representantes ''desapareceram''.

A denúncia veio de um profissional que não quis se identificar. Ele conta que são ao menos dois vigilantes por agência, sendo que algumas têm até três profissionais.

O profissional conta que a MJB assumiu o Bradesco em fevereiro deste ano e já na ''estreia'' atrasou o salário, que deveria cair no quinto dia útil e também o tíquete alimentação, que deveria ser pago até o dia 10 daquele mês.

''De cara já mostrou que não seria boa'', observa o trabalhador.

O vigilante, ainda na condição de anonimato, relatou que quando os trabalhadores questionavam a demora no pagamento, ''a empresa caía matando em cima do funcionário''. Os valores só foram depositados, lembra ele, nos dias 18 e 19 de março.

No segundo mês de atuação da MJB no Bradesco, o denunciante conta que o pagamento foi feito em dia, depositado em primeiro de abril. No entanto, na mesma data, o banco Bradesco recebeu muitas reclamações e por isso anunciou o fim do contrato em 30 de abril.

No dia 3 de maio, em contato com uma encarregada da empresa, que tem matriz em Mato Grosso, os funcionários tiveram a promessa de que os valores seriam pagos até o dia 10 do mês, algo que não ocorreu segundo os profissionais. O sindicato também não deu notícias até agora, acrescenta o funcionário.

''Ela [a representante da MJB] não atende mais'', lamenta o profissional. Em contato com a matriz da empresa, a informação seria que a situação deveria ser resolvida na filial de Campo Grande. Na Capital, nenhuma informação foi prestada, diz a denúncia.  Ainda conforme os trabalhadores, o Bradesco teria dito que pagou todos os valores devidos à terceirizada.

''Nem FGTS eles depositaram, nem deram baixa na carteira'', acrescenta o vigilante. O montante das dívidas, supõem os credores, fica em cerca de dois milhões.  Ainda segundo ele, uma outra empresa, a Prosegur, assumiu os trabalhos e absorveu a maioria dos trabalhadores.

Entramos em contato via telefone e WhatsApp com a suposta encarregada da MJB, mas não houve resposta.

Não conseguimos contato com o banco Bradesco.

* Matéria alterada às 10h59 de 15/5

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