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Após 44 anos, filhos e mãe se reencontram na Capital

Reencontro

19 DEZ 2013
Willian Leite
18h19min
Foto: Willian Leite

Na tarde desta quinta-feira (19) um reencontro entre irmãos e mãe que não se falavam há aproximadamente 44 anos, trouxe alegria e emoção a uma família. O ato ocorreu na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.

Lindaura Alexandrino dos Santos e Joaninha Alexandrino dos Santos,  são irmãs. Há 44 anos, sem ter condições de criar os filhos, Joaninha deu seus filhos, Edilson Filho que hoje tem 45 anos e Valtenir Pinto, de 56, para Lindaura cuidar. Após um tempo, Joaninha se mudou para São Paulo e, desde então, as irmãs perderam o contato.

Uma das filha de Joaninha, Maria Nilza, 50, sempre quis encontrar os irmãos. Pensando em realizar o sonho da mãe, Priscila Costa, 26, neta de Joaninha, começou a fazer o levantamento das informações, com a intenção de achar os tios e proporcionar alegria para  avó e a mãe. "Minha mãe me cobrava sempre ,até que eu comecei a ligar para tentar descobrir onde eles poderiam estar. Primeiro loguei no cartório da cidade de Alto Paraná, onde estão os livros de registro deles. Fiz uma investigação por conta própria, procurei até pelo site do Serasa, até conseguir o contato da policial Maria Campos" explica.

No momento mais esperado da tarde, todos os filhos e netos de Lindaura que mora hoje em Naviraí e de Joaninha, que vieram de Jundiaí (SP),  aguardavam ansiosos pelo reencontro. Sem esconder a emoção, Joaninha afirmou que terá um fim de ano mais feliz. "Tanto tempo eu esperei e hoje deu tudo certo. Meu Natal será mais feliz neste ano, com a presença dos meus filhos que estavam longe", conta emocionada.

Segundo Edilson, que mora em uma cidade do Mato Grosso, mas que sempre vem visitar a mãe adotiva e o irmão que moram em Naviraí, ele sempre quis rever a mãe biológica. "Eu sempre quis encontrá-los, nunca perdi a esperança", conta.

De acordo com a policial Maria Campos, responsável pelas investigações de casos como este, o reencontro foi feito em tempo recorde. "Em menos de 20 dias conseguimos reunir os irmãos que não se viam há 44 anos. Isso faz com que a população veja a polícia de outra forma. Nós somos amigos da sociedade e estamos aqui para ajudar" esclarece.

 

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