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Após chuva, mato toma conta de praças e terrenos pela cidade. Prefeitura alega falta de operários

Matagal

15 JAN 2014
Carlos Guessy
15h00min
Foto: Geovanni Gomes

Não é preciso andar muito para encontrar um terreno baldio com mato alto em vários pontos de Campo Grande. A equipe de reportagem do Top Mídia News passou por três matagais e conversou com os moradores da região, que reclamaram muito e criticaram a falta de manutenção da Prefeitura.

Não há quem não reclame de um terreno vazio com mato alto e sujeira, seja entulho de galhos ou lixo caseiro. Tem morador que nem se incomoda com tanta sujeira e até acaba arranjando briga com o vizinho. Porém existem moradores que além de cuidar do seu quintal tem que cutucar o morador ao lado para evitar doenças, como dengue, leishmaniose e ainda à proliferação de animais peçonhentos.

É só dar uma andada pelas ruas da Capital para averiguar os fatos e não precisa ir muito para a periferia para ver terrenos com muito mato e lixo. A prefeitura municipal alega que não consegue mão de obra para efetuar a limpeza das ruas e áreas públicas.

"Tem muito morador daqui do próprio Itatiaia que não se importa com o mato e joga tudo quando é tipo de lixo nos terrenos baldios. Nosso bairro se tornou nobre, olha os casões em volta. Esses dias meu marido matou duas cobras pequenas que eram filhotes. Tem que limpar urgente esse terreno, o dono vem de vez em quando aqui e não consigo chamar a atenção", reclamou Nilze Dias, funcionária pública, moradora na rua Manoel Olegário da Silva, no Jardim Itatiaia.

 

A Prefeitura diz que os terrenos devem ser mantidos limpos, capinados, drenados e calçados. Se o terreno é particular, a limpeza e a conservação são de responsabilidade do proprietário. Se a área for da Prefeitura, os moradores devem entrar em contato com o órgão e informar a situação.

Na rua Rio  Grande do Sul com a Gutemberg, pouco antes do cruzamento com a Fernando Corrêa da Costa, um dos maiores matagais em pleno centro da cidade chega a ter mais de dois metros.

Na rua Elvira Coelho Machado, bairro Miguel Couto, o matagal é bem alto e em um terreno de esquina. A acadêmica Rafaela Mendes, estuda em uma faculdade na região e passa com frequência quando sai da aula pelo local "Eu moro aqui perto e vou para casa a pé a noite, tenho medo de passar sozinha. Aqui já teve assalto várias vezes e até tarado", completou.


No final da avenida Bom Pastor, no Vilas Boas, ao lado do condomínio Vilas Park, um matagal incomoda os moradores há mais de ano. Arnaldo Levinkis, morador ao lado afirma que o terreno é de funcionário da Prefeitura. “Todo mundo aqui sabe, por isso que não notifica e fica desse jeito”.

 

Arnaldo diz que o mato alto incomoda e muito quem vive por perto. “Tem que limpar, a cidade está suja, em todo canto tem matagal. O que não pode é ficar deste jeito. Nós que estamos arcando com as consequências”, lamenta. Ele revela que é constante a aparição de mosquitos, baratas e ratos em sua casa e na dos vizinhos por conta do matagal.

O trabalho de acompanhamento desses terrenos funcionam da seguinte maneira: Os fiscais verificam o terreno, detectam que está sujo e que precisa de limpeza geral (corte do mato, retirada de lixo, etc) e avisam o proprietário emitindo uma notificação encaminhada via correios (no endereço indicado pelo proprietário) após ser notificado e assim tomar conhecimento de que deverá limpar seu terreno, terá 10 dias para executar a limpeza. Após 20 dias aproximadamente, o fiscal retorna ao local para verificar se a limpeza foi feita. Caso não tenha sido realizada, é emitido um laudo com foto do local e aberto processo para implantação de multa.

O titular da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Semy Ferraz, disse por telefone que na área central a limpeza é de responsabilidade da Solurb, porém a empresa alega que não tem funcionários suficientes e não consegue pessoal para contratar.

 

Já na região do Imbirussu, a limpeza fica por conta da empresa Litucera. “O resto é por nossa conta, mas também não temos pessoal. As vagas estão em aberto, porém não conseguimos preenchê-las. São 500 pessoas no Proinc (Programa de Inclusão Profissional), mas poderíamos ter 800”, justifica.

As denúncias de falta de manutenção em terrenos baldios podem ser feitas no telefone da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano pelo 156.

Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni Gomes
Foto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni GomesFoto: Geovanni Gomes

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