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Vítima de erro médico, dona de casa vive drama em busca de bolsa de colostomia

Segundo ela, a situação está ocorrendo desde o mês passado

7 JUN 2019
Maressa Mendonça
19h00min
Bolsas de colostomia custam em média R$ 300 Foto: Wesley Ortiz/Arquivo/TopMídiaNews

Uma dona de casa  de 40 anos vive um drama em busca de bolsa de colostomia adequada em Campo Grande. Josi Almeida costuma pegar o material no CER/APAE (Centro Especializado em Reabilitação da Apae de Campo Grande), mas, desde o mês passado, tem tido dificuldade em conseguir.

Esta não é a primeira vez que o problema ocorre. Desde outubro do ano passado pacientes têm reclamado da escassez do produto. “Já liguei lá. Não tem e eles não falam quando vai ter. Queria pelo menos uma posição porque assim não tem condições”, lamentou a dona de casa.

Bolsas de colostomia precisam ser trocadas a cada três ou quatro dias e custam em média R$ 300 cada. Josi começou a usar o produto em junho do ano passado, após ter o intestino perfurado durante o parto, e agora aguarda por uma cirurgia para reverter a situação. Ela não tem condições financeiras de adquirir o material.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do CER/APAE e da Secretaria de Estado de Saúde para ter detalhes sobre o problema e um posicionamento de quando será solucionado.

Em nota, a SES confirmou que houve atraso na entrega das bolsas nos Núcleos Regionais de Saúde, mas, as entregas já estão sendo regularizadas. Ainda segundo a SES, o serviço de ostomia é todo feito pelo Estado e, no momento, está em fase de transição, com o recadastramento dos pacientes para compra de insumos. Até o dia 15 de julho o trâmite deve ser concluído. 
Após esta fase de transição,  o CER APAE receberá, além de fonte federal, o incentivo estadual integral para os pacientes de ostomia.

Paulo Muleta, coordenador do CER/APAE, confirmou a informação e disse que a partir de julho, a APAE de Campo Grande passará a realizar a compra e distribuição do material.

RECORRENTE

Uma reportagem divulgada em março deste ano pelo TopMídiaNews mostrou a situação de um motorista que também estava enfrentando dificuldades em conseguir a bolsa de colostomia. Ele estava recebendo um produto de qualidade inferior.

Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o fornecimento da bolsa de colostomia estava em processo de transição devido à descentralização do serviço hoje prestado pela Secretaria Estadual de Saúde para a CER/APAE, que vai atender todo o Estado. Segundo a secretaria, durante esse processo poderiam ocorrer algumas faltas pontuais.

(*) Matéria editada às 9h do dia 8 de junho para acréscimo da resposta da SES e da Apae.

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