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Cidades

18/09/2017 09:45

Bandeira histórica: TopMidiaNews encabeça campanha por denúncias contra erros médicos

Na maioria das vezes, as vítimas encontram-se enfermas, em situação de fragilidade emocional e desassistidas pelo poder público

O bebê que perdeu os dois olhos após ser submetido a uma cirurgia, mesmo com a mãe questionando o pediatra várias vezes. A mulher que perdeu o neném após ser mandada embora de volta para casa mesmo reclamando de dores. O trabalhador que perdeu uma perna por falta de tratamento adequado. Os filhos que perderam a mãe por um diagnóstico incorreto. Ou mesmo o sonho de uma cirurgia para aumentar a autoestima, que virou um pesadelo que impede a pessoa até de se olhar no espelho.

Diante de vários casos que chegam à redação, o TopMídiaNews levanta, junto com a população, a bandeira por um atendimento médico mais completo e humanizado. Para isso, vamos disponibilizar um canal para denúncias sobre erros médicos e casos de negligência cometidos na área de saúde, que vão desde a demora no atendimento, passando pela omissão de socorro, imperícia e a negligência no atendimento.

Quer denunciar: ligue no 99235-1404 e fale com Liziane Berrocal!

Sem denúncia, casos caem no esquecimento

O nosso objetivo é não deixar cair no esquecimento. A dor e a revolta com o descaso, muitas vezes é somado a um sentimento de impotência porque, muitas vezes, os relatos não chegam aos ouvidos das autoridades competentes como o CRM (Conselho Regional de Medicina), o Ministério Público Estadual ou mesmo ao Judiciário.

“Há muito corporativismo e falta de informações para que as pessoas busquem seus direitos”, afirma Valdemar Moraes de Souza, fundador da Avem-MS (Associação das Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul). Ele tomou a iniciativa após perder um irmão vítima de erro médico.

Segundo ele, a maioria dos erros envolvem gestantes e atendimento na rede pública. “Há muita omissão, muitas mulheres que morrem no parto e nem chega ao conhecimento da mídia, além de uma grande espera de vagas que complica a situação”, enumera.

Morta aos 29 anos, ela deixou cinco filhos

Glaucia Benta Portilho é um desses casos. Mesmo se preparando para ser mãe do quinto filho e enfrentando uma gravidez de risco, ela posou sorridente para as fotos no chá de fraldas do menino Keven Gabriel.  Como os vários casos que narramos aqui, o sonho foi interrompido pela dor.

Glaucia morreu após um parto normal, onde foi preciso lhe tirar o útero. A hemorragia foi tão forte que ela não resistiu. O caso aconteceu no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul no dia 25 de agosto.

Agora, a família está indignada. Seria só um caso de parto natural onde as complicações não tiveram um desfecho feliz, porém, para a irmã, é um caso de negligência médica. Além do bebê Kevin Gabriel, Glaucia deixou outros quatro filhos.

A escuridão de uma família

Outro caso contado aqui, foi o do pequeno Arthur, de nove meses. Ele teve que passar por uma cirurgia para retirada dos dois olhos após a descoberta de tumores na região. O procedimento, realizado no Hospital Regional de Campo Grande, foi seguido de muita tristeza e revolta dos pais e familiares da criança. O motivo? A suspeita de negligência médica.

A reclamação foi da mãe, que fazia todo o acompanhamento da criança com o pediatra da Unidade Básica de Saúde no bairro Cidade Morena e, mesmo desconfiando que haveria algum problema, o profissional que atendia dizia que estava tudo normal.

“Ele não fixava o olhar e minha esposa sempre perguntava para o pediatra”, contou o pai, Henrique Herrera. A família agora luta para comprar próteses para o bebê, que está com dez meses e usa óculos escuros.  

Bandeira histórica

Vale lembrar que, desde sua fundação, o TopMídia News tem noticiado diversos casos envolvendo erros médicos dos mais variados possíveis - de prescrições equivocadas, omissões, à negligência com pacientes por partes de médicos em unidades de saúde de Mato Grosso do Sul.

Na maioria das vezes, as vítimas encontram-se enfermas, em situação de fragilidade emocional e desassistidas pelo poder público. Além disso, a burocracia trava a investigação e possível punição por erros médicos.

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