Menu
terça, 29 de setembro de 2020
Cidades

Agetran explica multas para caçambeiros e descarta aliviar para o setor

Categoria pede sensibilidade e tempo para se adequar às novas normas

21 fevereiro 2019 - 13h59Por Rodson Willyams

O diretor-presidente da Agetran, Janine de Lime Bruno, disse, nesta quinta-feira (21), na Câmara Municipal, que o órgão não tem condições de aliviar as multas para os caçambeiros em razão da lei ser a mesma, a pesar de ter passado por mudanças, desde 2010. Empresários do setor pedem sensibilidade e uma notificação prévia antes da autuação a quem estiver irregular.

Segundo Janine, a notificação prévia não está prevista na lei. "Por exemplo, um ponto que eles questionam, existir a notificação de uma caçamba, está rasgada. Só que eles já sabem que isso não pode existir. Tudo isso que eles falam não é nada novo".

Janine ainda explica que o CTR Eletrônico veio para agilizar ainda mais o setor. "Se eu contratei um caçamba para obra da minha casa. Eu sei qual é o número do caminhão e qual é o número da caçamba e endereço. Se eu olhar é georreferenciada. Sabemos para qual aterro foi levado o material e lá é dado baixa. Ficou melhor e mais eficiente para a prefeitura e para eles mesmos".

Quanto a questão das multas, o diretor ainda explica que elas variam entre R$ 1,1 mil e R$ 5 mil. "A Agetran sempre aplica a menor multa. E, por exemplo, se pagar em dia, tem 50% de desconto. De todas as cidades de mesmo porte, nós aplicamos a menor multa. Falam ainda que a gente só foca neles. Mas eu provo que das 89 empresas, 256 notificações foram feitas em seis meses. Isto representa apenas 4% das multas, as outras 96% foram de outras coisas".

O diretor ainda lembra que quem tinha multas altas, também pode aderir ao Refis. "Demos 80%. Ou seja, não estamos quebrando todo mundo. Mas existe o CTR e eles precisam se adequar".


Diretor-presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno. Foto: André de Abreu.

Caçambeiros

O presidente da ACLBM (Associação Campo-Grandense de Locação de Bens Móveis), Bruno de Brito, que esteve na Câmara Municipal relatando o caso, espera que o município tenha sensibilidade ao caso. "Não queremos nada que fuja da lei, mas pedimos a notificação prévia porque não podemos ser punidos com multa altíssima. É como falar: 'você é bandido, toma a multa de R$ 1,1 mil e não poder reclamar'".

Outro ponto lembrado pelo presidente é quanto à aquisição de um terreno para abrigar os caminhões basculantes. "Nós sabemos que o momento da economia não ajuda o empresário. Hoje a atividade não favorece o nosso setor, imagina se um empresário vai ter condições de comprar um terreno agora, regularizar e ter que informar a Semadur. Nós precisamos de prazo em muitas questões. Nesta, o caminhão pode ser apreendido e isso que a gente não quer, que não pode acontecer".

Os empresários tem que informar à Semadur o local de pouso dos veículos. Se houver alguma irregularidade é passível de multa e de apreensão.

Presidente do sindicato Bruno de Brito. Foto: André de Abreu.

Vereadores

O vereador Valdir Gomes (PP) pediu para a Mesa Diretora a formação de uma comissão para um entendimento com o setor. O presidente da Câmara Municipal João Rocha (PSDB) pediu então ao presidente da Comissão de Obras, vereador Ayrton Araújo (PT), para que desse continuidade ao atendimento.

Leia Também

Crianças ficam 20 dias vivendo com corpos após morte dos pais
Geral
Crianças ficam 20 dias vivendo com corpos após morte dos pais
Fundação Manoel de Barros realiza Live com Maria Quitéria para celebrar o Dia do Idoso
Cultura
Fundação Manoel de Barros realiza Live com Maria Quitéria para celebrar o Dia do Idoso
Após 30 anos, Av. Marechal Deodoro será recapeada e vai ganhar corredor de ônibus
Cidade Morena
Após 30 anos, Av. Marechal Deodoro será recapeada e vai ganhar corredor de ônibus
Em busca da reeleição, Marquinhos tem projeto de 40 obras e 16 mil novos empregos
Política
Em busca da reeleição, Marquinhos tem projeto de 40 obras e 16 mil novos empregos