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Cidades

Chuva na Capital adia aula de Yoga para pacientes em tratamento contra câncer

Evento seria parte do movimento "outubro rosa"; nova data ainda será definida

06 outubro 2018 - 18h00Por Celso Bejarano

A chuva que caiu sobre Campo Grande na tarde deste sábado (6), principalmente na região do Parque das Nações Indígenas atrapalhou o evento que seria comandado pela Cassems e que teria como contempladas as pacientes em tratamento contra o câncer. Lá, seria promovido uma aula aula de Yoga e ainda uma exposição de banners com informações sobre o câncer de colo de útero e de mama.

O evento era parte do “Outubro Rosa”, movimento de alcance mundial e criado como um símbolo de combate ao câncer de mama.

A assessoria de imprensa da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul) informou que as participantes do evento foram avisadas a tempo e que uma nova data para a aula ainda será definida.

Por meio do site da Cassems, a diretora de Assistência à Saúde da Cassems, Maria Auxiliadora Budib, a aula de Yoga alivia os efeitos colaterais do tratamento oncológico e traz o equilíbrio para que as pacientes possam amenizar o impacto do tratamento.

“O atendimento holístico e integral para as mulheres que fazem tratamento de câncer tem o objetivo de ser uma ponte para a cura. O tratamento do câncer tem uma linha de sacrifício muito grande. A paciente passa por dúvidas, por medo, angústia e é um tratamento muito demorado", disse a diretora, que acrescentou:

"O Yoga traz essa busca pelo reequilíbrio, pela paz interior, pelo entendimento, pela gratidão à vida e pela superação. Então, essa prática no parque, com todas as mulheres que passaram pelo câncer, ou que ainda estão em tratamento, é também uma oportunidade de congraçamento entre as nossas beneficiárias e a equipe de saúde. Nós todas nos sentimos cuidadas e cuidadoras”.

Ainda segundo a assessoria de imprensa da Cassems, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa para 2018 é de 59.700 novos casos.

Os números da incidência de câncer em Campo Grande, segue a assessoria, segundo dados divulgados pela Coordenadoria de Estatísticas Vitais (Cevital), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), continuam alarmantes. 

No primeiro semestre de 2018, 46 mulheres diagnosticadas com neoplasia maligna da mama e 15 com neoplasia maligna no colo do útero vieram a óbito, totalizando 61 mortes pela doença, até o momento. 
Em 2017, 130 mulheres perderam suas vidas devido à doença. O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, porém, acima dessa idade, a sua incidência cresce progressivamente, principalmente depois dos 50 anos.