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Comerciantes cobram ação da prefeitura sobre revitalização da 14 de julho

Revolta

10 OUT 2013
Ana Rita Chagas
16h07min
Revitalização emperrada da 14 de julho. Foto: Geovanni Gomes

Há mais de dois anos os comerciantes da região central de Campo Grande tiveram de remover suas fachadas às pressas para se adequarem ao novo modelo paisagístico que a rua 14 de Julho sofreria a partir de 2011. "Tivemos de nos ajustar  ao padrão de publicidade exigido que a prefeitura determinou na época. A nossa parte já fizemos e até agora estamos aguardando uma ação da prefeitura que ainda não nos procurou", conta a gerente de loja Luciene Cavalcante, 40 anos.

 

Os comerciantes cobram urgência no plano de ação do Executivo Municipal, já que o projeto de revitalização está inacabado. Segundo os proprietários dos estabelecimentos, a falta de retorno quanto ao término das obras está causando muita dor de cabeça para quem sobrevive das vendas na 14 de Julho. Evanete Caceres que tem um ponto de vendas há 17 anos na região, afirma que  hoje, o local  está abandonado. “Eu mesmo gastei o que não tinha para mudar a minha fachada. Mudou a administração e até agora ninguém nos fala nada de como isso aqui vai ficar. O comércio está acabando estão se importando com os shoppings e nos esquecendo", dispara.


Pela proposta original, o Plano de Revitalização do Centro de Campo Grande atenderia um conjunto de ações e diretrizes com objetivo de  modificar a paisagem urbana com uma série de intervenções voltadas à acessibilidade, mobilidade urbana  e mobiliário da região incluindo calçadas, praças, sinalização entre outros.  De acordo com o projeto, a prioridade seria a rua 14 de Julho,  para dinamizar  o comércio daquela região, com diversificação de horário das lojas (inclusive noturno) e da despoluição visual como a instalação de fiação subterrânea e valorização dos imóveis históricos da Capital. Além da 14, as adequações também se estendem às  avenidas  Mato Grosso,  Fernando Correa da Costa,  Afonso Pena e  Ernesto Geisel, formando o quadrilátero.


Acessibilidade - Uma das preocupações dos comerciantes é em relação à acessibilidade. “A calçada está toda irregular e as pessoas que passam em frente a minha loja ficam caindo, já vi idoso, gestante tropeçar aqui. A prefeitura tem de fazer alguma coisa”, acrescenta a comerciante Edra Rodrigues que há seis anos está na 14.


De acordo com a comerciante, outro problema que salta aos olhos é a instalação elétrica. “A fiação também precisa ser arrumada urgência. Há um emaranhado de fios por todo lado nos postes da rua, fios desencapados, isso também causa poluição visual”, ressalta. Pelos projeto essa fiação será embutida e será a grande obra do poder público, considerando que irá mudar o visual.


Responsabilidade – Ao ser questionada  pela omissão no acordo firmado entre os comerciantes, a Enersul, empresa que responde pela parte de instalações elétricas do projeto se eximiu do problema. A assessoria da empresa justifica que reparos na fiação da via são feitos constantemente, porém uma obra para embutir toda a rede, é uma serviço que precisa ser solicitado pela prefeitura e até o momento não tem nenhum projeto para este fim na empresa. .

Requalificação -  Já a Planurb , que responde pelo projeto informou que o Plano de Revitalização do Centro” continuará em pleno funcionamento e que a requalificação da Rua 14 de Julho é um projeto piloto. “Posteriormente serão desenvolvidos os projetos para as outras ruas do centro. O Plano como um todo tem um horizonte de implantação de 20 anos e um custo estimado de R$ 366.139.000,00 para implementação de todas as ações”, informou a Diretora de Planejamento Físico Territorial/PLANURB, Neila Janes Viana Vieira.

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