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segunda, 17 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Cidades

Cotolengo ganha Centro Clínico construído com dinheiro de penas alternativas

07 dezembro 2015 - 19h30Por Da redação com assessoria

O Centro Clínico Multidisciplinar do Cotolengo Sul-mato-grossense, que atende crianças e jovens com paralisia cerebral ganha um  novo espaço de 470 m² ampliará de 800 para 2.000 o número de atendimentos individuais realizados pela instituição ao mês.


Ao todo, foram doados R$ 416.920,00 pela Central de Execução de Penas Alternativas (CEPA),  vinculada à 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, para a construção do centro, constituído por salas de atendimento individual de fisioterapia, fonoaudiologia, nutricionista, enfermagem, psicóloga, assistente social, odontologia, além de sala de reuniões, sala do médico, banheiros adaptados, banheiros para a equipe de trabalho, copa e farmácia.


Esta é a terceira vez que o Cotolengo recebe doações do Judiciário, por meio da CEPA.  O primeiro projeto foi um espaço de fisioterapia. No segundo foram feitas adaptações na parte anexa ao prédio construído, com a adaptação de banheiros e a aquisição de ar condicionado, entre outros equipamentos necessários para melhorar a infraestrutura do local.


Como afirma o juiz coordenador da CEPA, Albino Coimbra Neto, “é o dinheiro dos pequenos crimes revertido em grandes obras sociais”. Com o dinheiro das penas alternativas, o Judiciário estadual já ajudou entidades como a Fazenda da Esperança, que oferece tratamento para mulheres dependentes químicas. Também foram contempladas a Associação Beneficente dos Renais Crônicos de Mato Grosso do Sul (Abrec), a Sociedade Pestalozzi, Hospital Nosso Lar, Educandário Getúlio Vargas e diversas outras instituições sociais. A quantia de doações já ultrapassa os R$ 3,8 milhões.


A iniciativa pioneira adotada pela Central de Execução de Penas Alternativas ganhou respaldo nacional com a edição da Resolução nº 154, de 13 de julho de 2012, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que adotou como política institucional do Poder Judiciário nacional a utilização dos recursos das penas pecuniárias, a exemplo do que já vem sendo feito no Estado desde 2009.