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há 3 horas

Dragagem de lago no Parque Estadual do Prosa é concluída após seis meses de operação

Ação integra pacote de compensação ambiental de R$ 4,17 milhões, que inclui repasse de maquinário e caminhonetes a MS

A dragagem do lago do Parque Estadual do Prosa foi concluída no final de junho em Campo Grande. O trabalho retirou 12 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do espelho d'água, alcançando até um metro de profundidade. A intervenção custou R$ 675 mil e abrangeu as etapas de limpeza, transporte e destinação do material retirado.

A medida faz parte de um acordo de compensação ambiental firmado entre a Arauco e o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). O valor total investido nas contrapartidas atinge R$ 4,17 milhões.

O pacote abarca a entrega de nove caminhonetes, divididas entre cinco unidades do modelo Toyota Hilux e quatro Mitsubishi L200 Triton. Os veículos reforçam a fiscalização em diferentes regiões, englobando o Pantanal. Dois tratores e roçadeiras também compõem o repasse para atender a manutenção do Parque das Nações Indígenas, na Capital, e do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, na cidade de Jateí. O envio da frota e do maquinário ocorreu em dezembro de 2025.

O diretor-presidente do Imasul, André Borges, avaliou a incorporação dos bens. "Estes equipamentos chegam para apoiar a gestão ambiental e o nosso trabalho, que é a conservação da natureza, das áreas protegidas e o desenvolvimento sustentável por meio dos licenciamentos ambientais", afirmou.

O Parque Estadual do Prosa possui 135 hectares de área verde no perímetro urbano. O espaço concentra remanescentes de Cerrado e abriga as nascentes dos córregos Joaquim Português e Desbarrancado, formadores do Córrego Prosa.

O diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco, Theófilo Militão, justificou o investimento no local, utilizado por moradores para caminhadas e lazer. "Os compromissos de sustentabilidade do Projeto Sucuriú vão além da Costa Leste do Estado. Essa compensação ambiental junto ao Imasul, no Parque do Prosa, materializa essa visão de maneira muito clara, porque o lago é um patrimônio ambiental urbano estratégico para a conservação do Cerrado. E isso interessa a toda a população sul-mato-grossense", declarou o executivo.

A companhia atua no país desde 2002 com cinco fábricas de painéis, molduras, resinas e químicos. O grupo prepara agora a entrada no setor nacional de celulose com o Projeto Sucuriú, estruturado em uma área de 3.500 hectares em Inocência, a 50 quilômetros do centro da cidade.

O complexo recebe aporte de US$ 4,6 bilhões para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais. A fase de terraplanagem teve início em 2024 e o começo das operações está previsto para o fim de 2027. O planejamento estima a abertura de 14 mil vagas durante as obras e seis mil empregos permanentes após a inauguração.

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