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Cidades

'#Elas vendem': empresárias aproveitam militância pró e contra Bolsonaro e faturam com camisetas

Pedidos triplicaram desde a última semana por conta de atos de apoiadores e rivais do militar em MS

01 outubro 2018 - 07h00Por Thiago de Souza

Duas microempresárias de Campo Grande têm sido bastante procuradas para confeccionar camisetas com mensagens a favor e contra o candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Na última semana, o interesse dos eleitores triplicou por conta de atos e protestos marcados em razão dessa candidatura.

Andrea Lucia Chaves, 45 anos, e Luana Sonchini faturaram com a venda dos artigos, mas cada uma com uma proposta diferente. Chaves é ativista contra o candidato militar e chegou a dar desconto para as freguesas em razão do engajamento ideológico. Ela não cita o nome do presidenciável e só o chama de ''coiso''.

Já Luana faz camisetas sob encomenda, seja a favor ou contra o capitão reformado do Exército. No entanto, até agora, ninguém a procurou para fazer de outro candidato. Na semana passada, só o jornalista Paulo Cruz comprou quatro unidades e distribuiu para seus familiares. Ele, o pai e o filho posaram para foto ostentando  a imagem do candidato preferido.

''Comprei quatro e já encomendei mais três. Mandei para Belo Horizonte e Cuiabá'', acrescenta Cruz.

Paulo Cruz comprou camisetas para a família em MS. (Foto: Reprodução/Facebook)

As peças mais simples da empresária Luana saem a R$ 30 cada. Já os modelos mais complexos saem a R$ 35 cada. Há vários modelos, segundo ela, sendo que os mais comuns são a foto do candidato com a inscrição Bolsonaro Presidente. Outro tipo é a imagem de Bolsonaro carregando o ex-político Enéas Carneiro nas costas, como se fosse um combatente de guerra levando um soldado ferido.   

Andrea fez vários modelos de camisetas para manifestação. (Foto: Divulgação)

A militante Andrea fez dez modelos diferentes para a campanha '#Ele Não', criada por grupo de mulheres para repudiar a candidatura de Bolsonaro. ''O preço normal é R$ 30, mas fiz por 25 reais. Outro modelo, diz ela, tem o corpo branco e mangas coloridas e deveria comercializar por R$ 28, no entanto, fez por R$ 20.

''Deu muito trabalho. Atendi 80 mulheres e fui na casa de cada uma entregar'', relatou a esquerdista. Até o momento, Andrea vendeu 150 camisetas.   

Um dos modelos vendidos por Andrea contra Bolsonaro. (Foto: Divulgação)

Um destaque, diz Andrea, foram pedidos feitos por mulheres indígenas de Nioaque, onde na frase ''Mulheres contra Bolsonaro'', elas acrescentaram o dizer: ''Mulheres Indígenas contra Bolsonaro''.

Questionada se faria camiseta para Bolsonaro, Andrea ironizou: ''se alguém me pedir, vou dizer que minha costureira quebrou a perna. Vou fingir que não estou ouvindo o pedido da pessoa. Hã? Oi?'', brincou.

Cliente usa um dos modelos vendidos por Luana. (Foto: Divulgação)

Luana tem uma banca na feira central onde vende camisetas de todos os tipos. Ela conta que as vendas aumentaram depois que um cliente viu uma das peças que já estava encomendada e pediu. Outros, quando compram a camiseta, postam na rede social e marcam o perfil da loja dela.

''Daí a procura aumenta. Fiz mais de 30 de uma semana para cá'', relatou Sonchini.  

Tanto as peças de Luana quanto Andréa não tem inscrição de partido, números nem coligações ou vinculação partidária.