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Reviva centro

Falta de iluminação pública deixa campo-grandenses reféns dentro das próprias casas

No bairro Nova Campo Grande, iluminação só existe nas avenidas asfaltadas; situação se repete em outros bairros

9 OUT 2016
Kerolyn Araújo
07h00min
Foto: André de Abreu

Aquela 'taxinha' de iluminação pública que é cobrada mensalmente nos boletos de energia deveria garantir que o serviço fosse prestado à população. Ao contrário do que é esperado, o serviço deixa a desejar em vários bairros da cidade, deixando cidadãos reféns dentro das próprias casas.

O aposentado José dos Santos, 72 anos, morador do bairro Aero Rancho, diz que só tem energia em frente a casa onde mora porque um vizinho, por conta própria, colocou um poste com uma lâmpada no local. "Ele colocou na casa dele, mas acaba iluminando a minha também. Se não fosse isso, ficaria no escuro", contou.

Por causa da escuridão, sair de casa no início da manhã ou chegar tarde da noite, se tornou um desafio para os moradores do bairro e aumentou os casos de roubos e furtos. "Ficamos entre a cruz e a espada. Ou encara ou dorme fora de casa", detalhou.

Ainda segundo o morador, a impunidade da Justiça é a responsável pela criminalidade. "A maioria dos que cometem esses crimes são adolescentes. Se eu roubar um pão para matar minha fome, pego três anos de prisão. Mas se um menor rouba qualquer outra coisa, não paga pelo crime", pontuou.

Em outra região da cidade, no bairro Nova Campo Grande, a história se repete. A dona de casa Michele Pereira de Souza, 25 anos, disse que iluminação pública só tem nas avenidas principais da vila. "Nas ruas onde não tem asfalto, além de ter muito matagal, não tem iluminação. Estão construindo muitas casas na região, o que aumenta o risco de roubos. A falta de iluminação ajuda os bandidos", reclamou a dona de casa.

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