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sexta, 30 de outubro de 2020
Cidades

´Flanelinhas´ resistem em alguns pontos, depois da fiscalização

Tolerância Zero

28 janeiro 2014 - 12h27Por Marcelo Villalba

Após ser deflagrada a operação “Tolerância Zero” onde a polícia recolheu 20 flanelinhas e autuaram 18, a ronda nos locais irá permanecer para verificar se não houve resistência na ordem em que a polícia deu, para que não houvesse mais a pratica de cobrança. Os policiais voltaram nos locais para fazer ronda e fiscalizar se havia reincidência

Segundo o delegado Fernando Nogueira, é proibido cobrar em locais em que existe o parquímetro, e se as pessoas que utilizam da prática, devem procurar um local sem o parquímetro e com alvará do Ministério do Trabalho para fazer uso do cargo de ´flanelinha´.

Já os ´flanelinhas´ que foram autuados ontem, vão responder pela contravenção penal de exercício ilegal da profissão, segundo o delegado eles foram alertados para não retornarem aos locais.

Agora a polícia quer que a Prefeitura e o Ministério do Trabalho, atuem juntos para que não deixem os flanelinhas voltarem para cobrar os motoristas.

“Fomos até os locais, pois recebemos muitas denúncias de comerciantes, que estavam perdendo clientes por se sentirem intimidados com os flanelinhas”, explica. “ A prefeitura precisa ter agentes de fiscalização porque a população já paga para deixar os carros na via pública, e ainda tem que pagar para não terem seu veículo danificado”.

Para verificar o andamento de algumas ruas da cidade a equipe do Top Mídia News, andou entre as Ruas 14de Julho e quando entrou na Rua Dom Aquino se deparou com um “flanelinha” trabalhando tranquilamente.

Na Avenida Calógeras os comerciantes comemoram o dia tranquilo nas calçadas. Para o gerente de uma loja de suprimentos para escritórios, Edgar Leite Neto, ação da policia ajudou muito a coibir algumas pessoas que utilizavam da região para vender drogas e perturbar as vendas no comércio. “Hoje tem muito mais pessoas parando na vitrine da loja, coisa que não acontecia pois viva cheio andarilhos e vendedores ambulantes comendo e atrapalhando a visibilidade da loja”, explica.

Já para Magda Sghir que tem o comércio na região hà 40 anos, aprovou a iniciativa “Com essas pessoas aqui, inibia alguns vendedores. Diminuiu as brigas e confusões na rua”, comenta.

Fernando afirmou ainda que o primeiro aviso já foi dado aos “cuidadores de carro” e que se forem pegos novamente nos locais com parquímetros, não vai haver mais acordo, passando então a ser um crime.

Exemplo - Na Dom Aquino com a Rua 14 de Julho vemos a fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), cuidando para que os ambulantes não tomem conta novamente das calçadas centrais.

Do outro lado

´Flanelinha´ a mais de dois anos, Leandro Marques de Alencar, 27 anos, não deixa de ter uma profissão. Ele tem curso de pedreiro e estudou até a quinta série do fundamental, alega que está na rua porque precisa sustentar o filho de nove anos. Indagado sobre a mudança de profissão Leandro afirma que tem dificuldades para ler a planilha da obra. “ Não sei explicar, explicando. É que tenho dificuldades de ver as vigas no papel. Sei fazer mas tudo de cabeça”, comenta.

Leandro explicou que ontem (27) estava entre os 20 flanelinhas que foram recolhidos pela polícia, e entendeu o recado, mas que não pode deixar de trabalhar. “Eles explicaram certinho o que temos que fazer, ir até a prefeitura, tirar um documento depois ir até a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para retirar a notificação. É muito lugar para ir e muito gasto, com foto, entre outros”, reclamou.

Em média ele tira cerca de R$ 700 reais para cuidar dos carros. E o que chamou a atenção foi que em sua mão havia um chaveiro com creditos para os parquímetros, ele explica que usa para colocar no caso do cliente não possuir. “Eu ajudo e ofereço, se a pessoa aceitar ela me da uma gorjeta, não cobro nada”, comenta.

Essa semana o ´flanelinha´ e pedreiro comentou com alegria que recebeu um convite para trabalhar no ramo. “Estava cuidando o carro e percebi de longe uma moça que tem, o jeito de mestre de obra. Percebi que ela segurava alguns capacetes nas mãos, ofereci ajuda, ela riu e disse que iria sim precisar da minha ajuda, mas para trabalhar em uma obra. Falei que eu era pedreiro, rimos e disse que queria muito trabalhar”.

Infelizmente Leandro, tem passagem pela policia. “Já cumpri o artigo 55”, acusado de trafico de entorpecente. Segundo o delegado para tirar a carteirinha o “flanelinha” precisa ter a ficha limpa.

Com isso ele continua trabalhando de maneira terceirizada, “meu amigo o alemão, tem a carteirinha, cuido daqui pra ele até eu poder tirar a minha”, finaliza.

“Tolerância Zero”

Nos próximos dias, a Polícia esta organizando uma nova operação, que poderá culminar na prisão das pessoas que insistem em ficar em locais indevidos.

Operação - Ontem (27), após inúmeras reclamações de comerciantes e pessoas que estacionam com frequência o veículo nas ruas centrais, a Polícia deflagrou a operação.

Com o apoio da Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops), 19 policiais participam da ação, no cruzamento das Ruas Dom Aquino com a 13 de maio, 14 de julho e Calógeras, além dos mesmos cruzamentos uma rua acima, na Barão do Rio Branco e com a Cândido Mariano.

 

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