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Retrospectiva 2025

22/12/2025 15:15

Fúria animal: relembre o caso da onça-pintada que matou caseiro no Pantanal (vídeo)

O caso que ocorreu em Mato Grosso do Sul ganhou grande repercussão bacional

Em 2025, Mato Grosso do Sul também ganhou destaque nacional por conta da fúria animal, em especial no caso da onça-pintada que atacou e matou o caseiro Jorge Ávalos, de 60 anos, conhecido como “Jorginho”, no Pantanal. Os repórteres do TopMidiaNews estiveram a postos e registraram toda a repercussão do caso.

Tudo começou no dia 21 de abril, na região conhecida como Touro Morto, no Pantanal sul-mato-grossense, quando Jorginho foi surpreendido por uma onça-pintada enquanto realizava tarefas rotineiras em um pesqueiro particular. Ele tentava coletar mel em um deck próximo à mata quando foi atacado de forma súbita.

Um laudo necroscópico detalhou que o ataque atingiu principalmente a cabeça e o pescoço, provocando ferimentos graves que causaram choque neurogênico agudo e resultaram na morte do caseiro.

No dia seguinte ao ataque, equipes da PMA (Polícia Militar Ambiental) intensificaram as buscas por Jorginho após relatos de pegadas e marcas de sangue no local. Os restos mortais foram encontrados distantes da área onde ele foi visto pela última vez, desencadeando a confirmação de que um animal de grande porte havia participado do ataque.

A equipe de resgate também foi surpreendida pela presença da onça no local, o que reforçou o risco que o felino representava.

Captura

Em 24 de abril, apenas três dias após o ataque, a onça suspeita de ter matado Jorginho foi capturada pela Polícia Militar Ambiental e por pesquisadores, depois de intensa procura no entorno do pesqueiro Touro Morto. O felino foi levado ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, sob isolamento para avaliação veterinária.

O animal, um macho adulto com cerca de 94 kg e idade estimada entre 9 e 10 anos, surpreendeu os pesquisadores, pois inicialmente acreditava-se tratar de uma fêmea.

Enquanto esteve no CRAS, a onça recebeu cuidados especializados e apresentou comportamento ativo e respostas positivas durante sua reabilitação. Posteriormente, já em maio de 2025, o felino foi transferido para o Instituto Ampara Animal, em São Paulo, onde ficará em cativeiro permanente, em um ambiente adaptado às suas necessidades, com área aquática ampliada e sem visitas públicas, uma medida que respeita tanto o bem-estar do animal quanto a segurança humana.

O que dizem especialistas

Especialistas em fauna destacaram que ataques de onças-pintadas a humanos são atípicos, já que a espécie tende a evitar o contato com pessoas e não tem o homem como presa natural. Possíveis explicações para esse incidente envolvem a habituação ao ser humano, possivelmente por alguma forma de aproximação ou alimentação irregular oferecida por humanos no passado.

Jorginho foi sepultado na cidade de Anastácio, sua terra natal, cercado por amigos e familiares.

Homenagem

A repercussão do caso foi tamanha que a história de Jorginho ultrapassou as páginas policiais e ganhou espaço na cultura popular. O caseiro foi homenageado com uma moda de viola, que passou a circular nas redes sociais e em programas de rádio. A canção, de autoria de Bruno dos Causos, narra em versos rimados os detalhes do ataque ocorrido na região do pesqueiro onde Jorginho trabalhava, quando ele foi surpreendido por uma onça-pintada enquanto realizava suas atividades diárias.

A letra relembra a rotina simples do caseiro no Pantanal e destaca a convivência pacífica que ele mantinha com a fauna local até o dia do ataque. Também aborda o comportamento instintivo do felino, reforçando a imprevisibilidade da natureza e afastando a ideia de malícia por parte do animal.

O episódio ganhou ampla repercussão em rádios e emissoras de televisão de todo o país, provocando comoção e temor na população. A homenagem musical, no entanto, dividiu opiniões nas redes sociais ao longo do ano: enquanto parte dos internautas elogiou a iniciativa como forma de preservar a memória de Jorginho, outros criticaram os autores, alegando a exploração de uma tragédia recente.

 

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