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Com greve dos bancários, população lota casas lotéricas da Capital

Não importa a região da cidade, seja no centro, ou até em bairros, todas as casas lotéricas estão lotadas e com filas gigantescas

9 SET 2016
Anna Gomes
13h20min
Foto: Geovanni Gomes

No terceiro dia da greve dos bancários, a população se vira como pode para realizar pagamentos, saques, transferências, entre outros serviços. Nesta sexta-feira (9), as casas lotéricas aparecem como a principal opção para quem não consegue resolver tudo nos caixas de autoatendimento.

Em Campo Grande, não importa a região da cidade, seja no centro, ou até em bairros, todas as casas lotéricas estão lotadas e com filas gigantescas.

José Geraldo, de 50 anos, se sente prejudicado com a paralisação. “Aumenta a quantidade de pessoas e toda transação que a gente tem que fazer só pode ser feita nas casas lotéricas. Poucas vezes a gente consegue fazer uma transferência no caixa 24 horas”, destacou.

 

Não só os jovens que estão sofrendo com as filas, pessoas com idade avançada também reclamam da demora. "Temos preferência, mas lota de idoso e dá na mesma. O negócio é distribuir o público", ressaltou a idosa Rosangela Arruda Santos, de 71 anos.

Já o comerciante Marcelo Vieira, de 43 anos, destacou um fator importante lembrando que alguns serviços não podem ser feitos nas lotéricas. “Tem pendências altas que a lotérica não recebe. Por exemplo, até R$1 mil”, explicou a usuário, dizendo ainda que não faz uso do serviço online, pois prefere fazer seus pagamentos presencialmente. “Eu pagando eu sei que estou pagando certo. E online eu nunca paguei não. Eu não sou acostumado aí eu não faço não”, completou.

Greve

Os bancários de todo Brasil ainda continuam em greve por tempo indeterminado. A categoria está com os braços cruzados desde a última terça-feira (6), após rejeitarem a proposta de reajuste salarial da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), quando o índice proposto foi de 6,5%. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,78% de correção da inflação.

Segundo o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS, hoje (9), uma nova proposta deve ser discutida, assembleias acontecerão e a classe deve avaliar se a greve continua, ou não.

Ainda conforme o sindicato, das 120 agências de Campo Grande, 85 estão fechadas, ou seja, 71% da classe aderiu a paralisação e o número ainda pode aumentar com o passar dos dias.

A categoria está indignada com a proposta apresentada, pela Fenaban, já que os bancos lucraram R$ 29,7 bilhões somente no primeiro semestre deste ano.

Além do reajuste de 14,78% no salário e benefícios, a categoria pede: combate às metas abusivas e ao assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio educação.

A categoria entregou a pauta de reivindicações no dia 9 de agosto. A data-base da categoria é setembro e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem validade nacional.

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