Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) implementou um projeto que gerou uma economia de mais de R$ 1milhão, e melhorias significativas na segurança e eficiência do atendimento a pacientes que necessitam de NPT (Nutrição Parenteral Total). Esta terapia é fundamental para aqueles que não conseguem se alimentar por via oral, como em casos de doenças graves ou complicações cirúrgicas.
A iniciativa foi idealizada por profissionais do próprio hospital, como a farmacêutica Kelly Pilon e o analista de sistemas Mário Masahide, e surgiu da necessidade de otimizar os altos custos com NPT, que antes consumiam aproximadamente R$ 3,6 milhões anuais.
Uma das principais mudanças foi a padronização da prescrição da NPT, com a definição de que cada paciente receberia uma única bolsa por dia, eliminando pedidos fracionados e desperdícios. Além disso, a informatização do processo e a implementação de um sistema de prescrição eletrônica inteligente garantiram mais controle, segurança e agilidade, reduzindo os riscos de erros médicos e aumentando a produtividade das equipes de saúde.
Com o uso de dados precisos sobre consumo e custos, a equipe conseguiu negociar melhores preços com fornecedores, resultando em uma redução de cerca de 25% no custo de cada bolsa de NPT. Essa economia foi fundamental para garantir que mais recursos fossem direcionados para o atendimento dos pacientes.
Em apenas seis meses, os resultados foram impressionantes: o custo médio por prescrição caiu de R$ 1.100 para menos de R$ 600, enquanto a relação entre prescrições e bolsas atingiu um padrão de excelência. Isso não apenas resultou em uma significativa economia de recursos, mas também em melhorias na qualidade do atendimento e no cuidado dos pacientes.







