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Incêndio que matou duas crianças não foi criminoso, acredita polícia

Delegado que investiga o caso ainda vai ouvir mais duas testemunhas para encerrar o inquérito

28 SET 2016
Anna Gomes
19h00min
Foto: Reprodução / Arquivo da família

O delegado Weber Luciano, da 2ª Delegacia de Polícia Civil, que investiga o caso dos dois irmãos Miguel, de três anos, e Caio, de sete meses que morreram carbonizados em um incêndio no Bairro Nova Lima, em Campo Grande, no final do mês passado, diz que caso já está praticamente concluído. Ele ainda afirmou que acredita que o fogo realmente foi acidental.

"Já praticamente terminamos o caso, ainda falta ouvir duas testemunhas, mas acredito que o incêndio não foi criminoso", adiantou o delegado.

Ainda conforme Weber, a polícia crê que as chamas começaram após Miguel brincar com um pequeno isqueiro. O delegado destaca que durante a perícia, o objeto foi localizado próximo ao corpo da criança.

"A mãe das crianças revelou que o isqueiro ficava na casa, mas que de repente havia desaparecido. Possivelmente o Miguel teria escondido o objeto para brincar, mas o problema foi que na residência havia vários materiais inflamáveis, o que fez as chamas se alastrarem rapidamente", explicou.

Um ponto que o delegado diz que ainda falta na conclusão da investigação é o lugar em que a mãe das crianças estava no momento que o incêndio começou. "Por isso ainda vamos ouvir mais duas testemunhas para concluirmos o caso", disse.

Casa da família após o incêndio. Foto: Anna Gomes

Caso

As duas crianças morreram na noite do último dia 29 de agosto, após um incêndio em uma residência localizada na Rua Sebastião Pereira Lima. Os meninos estavam no quarto da casa de três cômodos.

Na residência moravam quatro pessoas, o casal e os filhos. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local, nada pode ser feito. As crianças morreram carbonizadas.

Os pais dos meninos, ambos de 19 anos a princípio não estavam dentro da casa,  testemunhas relataram que a mãe dos meninos estava em frente à residência, mas que por conta do muro, não teria visto o início do incêndio, já o pai, estava no trabalho e quando chegou nada conseguiu fazer.

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