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segunda, 14 de junho de 2021
Cidades

Enquete: distribuição de absorventes para mulheres carentes pelo SUS só tem apoio de 32%

Projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa prevê distribuição gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social

17 maio 2021 - 15h34Por Nathalia Pelzl

Projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa prevê distribuição de absorventes higiênicos para mulheres sul-mato-grossenses em situação de vulnerabilidade social. 

O autor da proposta, deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS), afirma que, em razão da dimensão territorial e do número elevado de mulheres em situação de vulnerabilidade, se faz necessária a distribuição como política pública de ‘Atenção à Saúde da Mulher’.

Por isso, o TopMídiaNews questionou o leitor: você acredita que o SUS deveria distribuir absorventes de graça?

Para 67,36% o item não deveria ser responsabilidade do SUS, mesmo sendo algo de extrema importância para higiene feminina. Já 32,64% aposta que sim, a distribuição seria bem-vinda. 

A enquete ficou uma semana no ar e reflete a opinião dos leitores do site.

ONG defende ação social 

Além do autor da proposta,  a representante da ONG do RJ, Mini Gentilezas, em Campo Grande (MS), Luciana Terra afirma que muitas mulheres não possuem condições de comprar o item. 

"Acho imprescindível o projeto e traz dignidade para a mulher que menstrua todos os meses e não tem dinheiro para comprar um absorvente. Sabe, em situação de rua, por exemplo, elas não têm nem como tomar um banho. Acho que é uma política de saúde pública, mas também de direitos humanos e que dá acesso ao básico."

A proposta

A proposta altera a Lei Estadual 2.418, de 30 de janeiro de 2002, que dispõe sobre o fornecimento gratuito de preservativo feminino pela Secretaria de Estado de Saúde. O objetivo é acrescentar a distribuição de "absorventes higiênicos", além das camisinhas. 

“A legislação em vigor já garante o acesso aos preservativos femininos gratuitamente. Solicitamos o apoio dos parlamentares para que a lei possa ser alterada e as mulheres beneficiadas. É um assunto muito importante”, diz Kemp.