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Cidades

05/10/2025 11:30

Moradores da Vila Eliane convivem com escorpiões e cobras por conta de terreno baldio (Vídeo)

A insegurança dos moradores de bairro em Campo Grande

Moradores da Rua Dr. Alfredo Aurélio de Castro, no bairro Vila Eliane, em Campo Grande, denunciam viver em meio à insegurança causada pela infestação de escorpiões e até cobras dentro das próprias casas. A situação, que se arrasta há anos, afeta principalmente famílias com crianças pequenas e tem gerado medo e indignação na comunidade.

Segundo a moradora Flávia Arcoverde além dos animais, a região sofre com abandono de terrenos particulares e de um pasto, onde é comum o mau cheiro provocado por animais mortos a céu aberto. O espaço, segundo ela, também atrai vacas e cavalos, aumentando os riscos sanitários.  "A rua virou um lixão a céu aberto", resumiu. E essa é uma das causas da infestação, além das ruas de terra ao lado da sua.

Uma das moradoras, Flávia Arcoverde, que vive no endereço há mais de 10 anos, relatou ao TopMídiaNews que os animais peçonhentos invadem com frequência o quintal e até os quartos da residência. Um dos relatos que marcou a moradora foi a presença de um escorpião em cima da cama dos filhos enquanto eles dormiam.

"A gente tenta manter limpo, mas não adianta, porque o problema está nos terrenos ao redor. Os bichos vêm de fora", lamentou a moradora.

Ela vive com três crianças, de 11, 14 e 15 anos, e afirma sentir insegurança diante do risco de acidentes. O marido trabalha como caminhoneiro e passa a maior parte do tempo fora de casa, deixando-a responsável por lidar sozinha com o problema. Outra coisa que a deixa insegura é a presença de usuários de drogas nos terrenos baldios ao redor.

Enquanto aguardam ações do poder público, os moradores seguem vivendo entre o medo dos acidentes com animais peçonhentos, a insegurança com usuários de drogas e os transtornos causados pelo lixo e descaso urbano.

Reivindicações ignoradas

A população afirma que já recorreu a autoridades em busca de providências. A moradora afirma ter pedido apoio ao deputado estadual Fábio Rocha, mas nenhuma solução foi apresentada até o momento.

Na Câmara Municipal, um pedido de providência foi protocolado no dia 28 de agosto, solicitando à Prefeitura que realize o patrolamento e o cascalhamento da via, que também apresenta buracos, desníveis e acúmulo de lama em períodos de chuva. A justificativa é de que a situação compromete não apenas a trafegabilidade, mas também a segurança e a qualidade de vida da comunidade.

Em resposta, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) informou que a fiscalização de terrenos baldios ocorre em conformidade com o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Segundo a secretaria, a atuação se dá no âmbito administrativo, cabendo ao órgão realizar vistorias e notificar os responsáveis pelos imóveis para que atendam à legislação vigente. Após a emissão da notificação e ciência do proprietário, inicia-se o prazo legal para a regularização.

Encerrado esse período, o auditor fiscal da Semades retorna ao local para nova vistoria. Caso a determinação não tenha sido cumprida, o responsável é autuado, com multa que varia entre R$ 3 e R$ 12 mil, conforme prevê a lei.

A Prefeitura ainda orienta a população a formalizar denúncias de terrenos baldios por meio da Central de Atendimento 156 ou pela plataforma Fala CG 156, disponível para download nas lojas de aplicativos IOS e Android.

 

 

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