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sábado, 19 de setembro de 2020
Cidades

MS tem 16 casos e uma morte por leishmaniose em 2019, aponta boletim da SED

Maior número de casos ocorreu em 2012, com 317 registros

08 abril 2019 - 18h26Por Thiago de Souza

Mato Grosso do Sul contabiliza 16 casos de leishmaniose visceral em 2019, conforme boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta segunda-feira (8). Um desses casos levou um paciente à morte, em Três Lagoas.

A doença foi registrada em oito cidades do estado, sendo 1 em Alcinópolis, 1 em Aparecida do Taboado, 1 em Aquidauana, 1em Bataguassu, oito em Campo Grande, 1 em Corumbá, dois em Coxim e um em Três Lagoas.

Em 2018, houve 114 casos da doença, havendo oito mortes. Na comparação da média do número de pessoas infectadas pela doença por mês, até ao momento, 2019 tem apresentado menos casos, já que em 2018, a média de pessoas infectadas por mês foi de 9,5, e em 2019, esta se encontra em 5,5.

Desde 2011, a SES acompanha casos de leishmaniose visceral em MS e o pico ocorreu em 2012, com 317 casos.

Conforme divulgado pelo Dourados News, a Leishmaniose Visceral é uma zoonose de evolução crônica, e, se não tratada, pode levar a óbito em até 90% dos casos. A doença é transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito palha (principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis).

O Ministério da Saúde alerta que esses insetos se desenvolvem em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo) e costumam se abrigar em abrigos de animais domésticos.

No ambiente urbano, o cão é a principal fonte de infecção para o vetor, podendo desenvolver os sintomas da doença, que são: emagrecimento, queda de pelos, crescimento e deformação das unhas, paralisia de membros posteriores, desnutrição, entre outros.

A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi, causador da Leishmaniose Visceral.

A eutanásia de animais é recomendada como uma das formas de controle da Leishmaniose Visceral, mas deve ser realizada de forma integrada às demais ações recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento nos cães pode até resultar no desaparecimento dos sinais clínicos, porém eles continuam a ser fontes de infecção para o vetor, e, portanto um risco para saúde da população humana e canina.

 

 

 

 

 

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