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Cidades

Arthur 'morreu' ao nascer, voltou à vida e, desde então, todos os dias são de luta

Ele tem paralisia cerebral, microcefalia, epilepsia e necessita de tratamento todos os dias; veja como ajudar

26 novembro 2020 - 17h00Por Nathalia Pelzl

A dona de casa Dayane Da Silva Zanotin, 29 anos, é mãe do Arthur Kalel, de apenas 9 meses. O pequeno tem paralisia cerebral, microcefalia, epilepsia e necessita de tratamento contínuo de fisioterapia, fonoaudióloga, neurologista, pediatra e outras especialidades para ter qualidade de vida.

A mãe decidiu criar uma vaquinha on-line para arrecadar a quantia necessária e ajudar o filho. 

“Nos exames que eu fiz ainda na gravidez foi tudo normal, o Arthur era perfeito”, disse ao começar a contar a história. 

Dayane relata que no final da gestação sentiu cólicas e foi até a maternidade de Campo Grande, onde foi informada pelo médico que faltava só uma pele para romper e Artur estaria em seus braços. 

“Foi uma segunda-feira... Ele mandou eu dar um voltar e depois retornar, só que quando eu voltei já era outro médico, ele fez o toque e me mandou embora para casa, disse que essa pele iria se romper só final de semana”, relembra.

Depois disso, ela conta que as dores continuarem e na quinta-feira voltou ao hospital. 

“De madrugada acordei com muita dor de cabeça, vomitando e a minha barriga endureceu, corri para a maternidade e passamos pela classificação de risco, estava com muita dor, a enfermeira foi escutar o coração do Arthur e, infelizmente, já não batia mais.  Ela me colocou para a sala do médico que fez o toque e saiu sangue nos dedos dele”, complementa.

O médico pediu uma cesárea de urgência. “Foi aí que tudo começou... O Arthur já não tinha mais os batimentos cardíacos, depois de 10 minutos conseguiram reanimar, mas ele convulsionou e tiveram que colocar em coma induzido”.

Arthur teve duas crises de convulsão, ficou mais 15 dias em coma induzido, 42 dias no tubo de oxigênio. 

“Foram duas tentativas de entubação sem sucesso e, quando decidiram fazer a traqueostomia, foi que deu certo, mas, infelizmente, as tentativas de fazê-lo mamar não deu certo e precisou fazer a gastrostomia. Ficamos 3 meses e 12 dias internados e, desde então, estamos na luta”, reflete a mãe. 

Ele precisa de fisioterapia todos os dias para não atrofiar porque a paralisia dele é espástica.

“Eu precisei sair do serviço para cuidar dele e os custos são muito altos, ele toma remédio controlado, se alimenta por gastrostomia. Às vezes só que ele fica quieto, ele se entorta muito. O meu objetivo é conseguir fazer o tratamento dele, eu já não tenho mais condições para levar ele, eu só quero que meu guerreiro seja feliz, porque ele lutou muito para estar aqui conosco, meu Arthur é o melhor presente que Deus me deu”, finaliza a mãe. 

Quem tiver interesse em ajudar com alguma quantia pode entrar em contato através do telefone (67) 9 9185 - 7172 ou contribuir na vaquinha, clicando aqui.