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Produtores rurais protestam na Capital contra invasões indígenas em propriedades do interior

Território

19 NOV 2013
Schimene Weber e Aline Oliveira
11h41min
Fotografia: Geovanni Gomes

Na manhã de hoje (19), cerca de 150 produtores rurais protestaram, em frente ao prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai) na Capital, contra as invasões indígenas que acontecem constantemente em propriedades do interior e das fronteiras de Mato Grosso do Sul.

O produtor Ailton Matos, de 52 anos, teve sua propriedade invadida há onze anos em Dois Irmãos do Buriti, e afirma que o problema não é tão atual quanto as pessoas pensam. "Nós vencemos os processos de primeira e segunda instância, tanto em MS quanto em São Paulo, e até agora nenhuma providência foi tomada. Eu tenho a escritura das terras desde 1914. Eu não sei nem mencionar o prejuízo que já tivemos para defender o que é nosso, e mesmo assim não tivemos a reintegração de posse", disse.

A proprietária de terras no município de Japorã, Aparecida Pranda, de 63 anos, já teve sua fazenda invadida em 2003. "Da primeira vez, foram totalizadas 260 cabeças de gado perdidas e, ainda assim, não recebemos nem um centavo do Governo. Nós não temos liberdade, quando invadem as terras nos expulsam como se fossemos cachorros", relata. Em forma de protesto, ela ainda questionou "para que servem os nossos documentos? Os nossos impostos? Não temos direito algum", finalizou. 

Leandro Nogueira, 39, que mora em Iguatemi, diz estar fora da zona de conflito, mas presta seu depoimento em solidariedade aos outros produtores que tiveram seus bens destruídos. "O que acontece é terrorismo: os índios ameaçam as pessoas, colocam fogo nas nossas roupas e residências, matam o gado... Todos os proprietários ficam em desespero, porque nem mesmo a Polícia Federal consegue conter a baderna", relatou. Para ele, "é necessário que o Brasil veja o que está acontecendo, acompanhe os nossos problemas. Assim, quem sabe, acaba a omissão do Poder Público", concluiu.

Quando procurada pela equipe do TopMídia News, a Funai, órgão em que o protesto ocorreu, não se pronunciou a respeito da manifestação. 

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