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Cidades

Seinfra, UEMS e Ong’s se unem para amenizar mortes de animais nas rodovias de MS

Os animais atropelados são estão em risco de extinção, como os tamanduás bandeiras

20 julho 2021 - 10h15Por Nathalia Pelzl

Dados levantados pela Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado, tomando em conta 600 quilômetros de estradas que são monitorados entre Bonito e Aquidauana, revelam que por mês de 45 a 50 animais silvestres morrem vítimas de acidentes.

Os animais atropelados são estão em risco de extinção, como os tamanduás bandeiras. 

Além disso, os acidentes envolvendo os animais podem ocasionar óbitos humanos. 

Para amenizar as mortes no trânsito, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Agesul/Seinfra, desenvolveu o programa Estrada Viva - a fauna pede passagem - programa permanente de monitoramento e ações de redução de atropelamento de animais silvestres nas rodovias MS-040, MS-178, MS-382 e BR-359.

O programa “Estrada Viva”, desenvolvido desde 2016 em parceria com o Centro de Estudo em Meio Ambiente e Áreas Protegidas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Cemap/UEMS), cataloga as espécies atropeladas e identifica os principais pontos de passagem dos animais para propor medidas preventivas e de mitigação dos incidentes.

Além disso, o secretário Eduardo Riedel decidiu, além de ampliar o alcance do programa, e inseri-lo ‘literalmente’ no DNA dos projetos de infraestrutura que envolvem estradas e rodovias. 

“É importante que haja a união entre a instituição pública e iniciativas privadas, como as ONG’s – Organização Não Governamentais - que nos procuraram para apresentar este conceito ecologia de estrada”.

Riedel refere-se ao encontro entre os representantes de diversas ONG’S que atuam na defesa da fauna e flora da região da Serra Bodoquena.

Riedel decidiu, portanto, pela retomada e ampliação do projeto, a construção de um grupo de trabalho para inserção dessas organizações no Estrada Viva e a inserção da iniciativa nos próximos projetos de infraestrutura do Governo do Estado. 

“Estamos em um Estado onde um dos nossos maiores ativos é a sustentabilidade, água e a pegada do carbono. Esses três vetores nos dão um potencial econômico e ambiental, conciliando o interesse econômico com a preservação. É totalmente possível”, acrescentou Riedel.

O secretário acrescenta ainda que é um projeto que tem como finalidade implantar a ecologia de estrada para salvar vidas, animais e humanas.

“Por isso vamos internalizar e inserir como premissa nos projetos da Agesul o Estrada Viva. Com todos os elementos necessários para mitigar, de fato, os acidentes nas estradas que envolvem animais. Não podemos terminar um projeto sem isso. Vai além de Bonito e da Serra da Bodoquena, vamos ampliar para todo o Estado. Busca-se adotar uma política de empreendimentos viários sustentáveis, com proteção de fauna e segurança de pessoas”. 


 

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