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Terrenos que acumulam lixo ajudam aumentar casos de leishmaniose

Lixo

5 DEZ 2013
Ana Rita Chagas
07h20min
Foto: Geovanni Gomes

O calor intenso somado às chuvas torrenciais ocorridas nos últimos dias têm contribuído para aumentar os focos de leishmaniose em Campo Grande. De acordo com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) sete bairros apresentaram incidência significativa da doença neste ano: Coronel Antonino, Aero Rancho, Nasser, Lageado, Piratininga,Universitário e Nova Lima. E um dos motivos é o acúmulo de lixos que se alastram nos terrenos baldios. 


A umidade e a matéria orgânica em decomposição são elementos  que ajudam na reprodução do mosquito transmissor da doença. “Nós fizemos buscas em 19 bairros prioritários em Campo Grande para fazer a coleta do sangue e identificar os cães que têm a doença. Depois do resultado informamos sobre a importância da retirada do animal do ambiente” informou o gerente técnico do CCZ, Milton Pinheiro.

Pelos dados da Secretaria Municipal de Saúde, até outubro, dos  412 casos suspeitos de leishmaniose,  156 foram confirmados. De janeiro até agora, pelos menos 11 pessoas morrem em decorrência da doença, na Capital.

Para que os índices não se transformem em calamidade pública, equipes do CCZ estão realizando mutirões de coleta e limpeza nos locais que apresentaram grande incidência do mosquito. “A Ação conta com seis caminhões e duas carregadeiras. Uma equipe de doze pessoas realizam a coleta e depósitos do lixo e outra faz visitas em residências para orientar os moradores, além da borrifação. Os sete bairros que registraram mais casos são considerados prioridades”, explica o gerente técnico.

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