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Videomonitoramento no centro da Capital não sai do papel

Segurança Pública

9 OUT 2013
Willian Leite
18h40min
Klesthely se preocupa com a segurança no centro. Foto: Geovanni Gomes

Comerciantes e a população que frequentam o centro de Campo Grande, reclamam da falta de segurança no local. Quando vão ao banco ou a lojas para fazer compras, a insegurança se torna uma dificuldade. Ali, onde o fluxo de pessoas é maior, como por exemplo, entre as ruas Calógeras e Rui Barbosa, 26 de agosto e Antonio Maria Coelho, os marginais que andam pelas ruas centrais e que muitas vezes fazem uso de entorpecentes, apavoram os cidadãos da região que pagam contas e resolvem pendências pessoais no local.

 

Aprovado e sancionado há 10 meses, o projeto de lei que dispõe da instalação e operação de um sistema de videomonitoramento nas principais vias de Campo Grande não entrou no pacote de obras da prefeitura municipal para este ano e corre o risco do recurso ser suspenso.

Câmeras - Para os comerciantes, a instalação das câmeras deve inibir a ação de bandidos. Segundo o gerente de unidade central de rede de farmácias, Klesthely Molina, os funcionários que trabalham após as 21 horas ficam à mercê da criminalidade neste horário. Molina frisa que se acontecer algum assalto e o sistema de câmeras de segurança da empresa porventura falhar, não há uma segunda opção – que seria as câmeras de monitoramento de responsabilidade da prefeitura.

Ainda na farmácia, clientes não estacionam na vaga em frente ao local por medo de serem roubados. Isso interfere nas vendas, caindo em torno de 30% no período noturno. O gerente é enfático: "não gosto de trazer minha família aqui no centro prefiro ir ao shopping" - comenta Molina.

Salvador Pereira Dos Santos, 43 anos, pastor evangélico, passeia com a família pelas ruas centrais da capital e orienta o cuidado na hora da saída do banco ou até mesmo, em casas lotéricas. É imprescindível a existência do sistema de videomonitoramento numa capital que hoje possui mais de 830 mil pessoas. Indagado sobre de quem é a culpa, Salvador acredita que a prefeitura é responsável, já que foi sancionado o projeto.

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