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Spotify exige que usuários renunciem a sigilo bancário em nova política

Em 2015, o Spotify incluiu a possibilidade de ver os contatos, fotos, fazer o rastreamento e até ouvir a voz de seus assinantes

22 DEZ 2016
Olhar Digital
15h02min
Foto: Reprodução

Uma polêmica mudança nos Termos de Uso e Política de Privacidade do Spotify está deixando muita gente preocupada. O aplicativo que realiza o streaming de músicas pede que seus usuários renunciem ao direito de sigilo bancário. Essa medida possibilita que a plataforma – e as empresas parcerias do Spotify – tenham acesso direto aos dados bancários cadastrados no aplicativo.

A nova política de privacidade pode ser visualizada neste link e o trecho que traz a polêmica atualização está copiado abaixo.

Conforme é possível observar, o Spotify poderá usar e compartilhar os dados dos usuários mesmo que essas informações estejam abrangidas pela lei brasileira de sigilo bancário (do qual você está abrindo mão ao aceitar esse acordo). O acordo é válido também para empresas parceiras do serviço, que não precisam nem ter representação no Brasil.

Vale destacar que os principais concorrentes do Spotify não adotam essa prática. O Apple Music, por exemplo, usa dados compartilhados com as operadoras bancárias para determinar o status da assinatura de um usuário.

Outro ponto curioso é que essa não é a primeira atualização nos termos de serviço do aplicativo que causa espanto nos internautas. Em 2015, o Spotify incluiu a possibilidade de ver os contatos, fotos, fazer o rastreamento e até ouvir a voz de seus assinantes.

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