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CORONAVÍRUS

Infectologista de MS pontua que estamos vivendo pior momento da pandemia no Brasil

"A ciência fala uma coisa e o Ministério da Saúde fala outra”, pontua Croda

05 dezembro 2020 - 10h41Por Nathalia Pelzl

Desde o início da pandemia, todos aguardam pela vacina e imunização da doença, que ainda tem alguns fatores desconhecido. 

Aqui em Mato Grosso do Sul, o infectologista Júlio Croda, com a Fiocruz, Universidade Federal e Hemosul tem realizado estudos, entre eles, terapia feita com o plasma sanguíneo de pacientes que já estão curados.

A pesquisa, que tem a chancela da USP – Ribeirão Preto, visa minimizar o sofrimento dos pacientes internados em UTI, diminuindo os sintomas da infecção e da carga viral do organismo. Já foram testados 20 pacientes no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, e breve também serão incluídos pacientes internados no Hospital da Cassems.

Os dados da pesquisa com plasma, segundo Croda, ainda não podem ser divulgados até a soma de todos os estudos. “É preciso gerar um consenso entre todas as instituições envolvidas nas pesquisas antes de qualquer divulgação”, explicou.

Contudo, apesar de todos os esforços da comunidade científica, o cenário para o Brasil, segundo o cientista e ex-integrante do Ministério da Saúde, professor Júlio Croda, não é nada favorável. 

Segundo ele, a vacina contra o Covid 19 só deve estar disponível aos brasileiros a partir de março. 

Atualmente temos duas opções de vacinas no Brasil, a AstraZeneca e Oxford. 

O infectologista destacou que São Paulo pode sair na frente com a CoronaVac,  que será fabricada em parceria com o Instituto Butantã. “Pode ser que o Estado de São Paulo tenha a vacina antes do restante do País”, afirma.

Além disto, ele explica que a questão da prevenção e dos cuidados sanitários no Brasil, são dificultados pela desinformação e contradições do próprio Governo Federal.

"A ciência fala uma coisa e o Ministério da Saúde fala outra”.

Ele faz apelo à população sul-mato-grossense, em especial a população da capital, para que coopere com as autoridades sanitárias e evite aglomerações, usem máscaras e pratiquem o distanciamento social.

”Se não adotarmos as medidas que evitam contato, o número de infectados só tende a crescer e não teremos mais leitos para os doentes de Covid ou de outras enfermidades”, afirma.