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terça, 15 de junho de 2021
CORONAVÍRUS

No dia do lockdown, MS atinge um dos piores índices na ocupação de leitos

Prosseguir adotou medidas ainda mais rígidas em 43 cidades e a superlotação dos leitos é caótica

10 junho 2021 - 16h38Por Vinicius Costa

A determinação de um novo lockdown em Mato Grosso do Sul, intermediado pelas orientações do Prosseguir que apontou 43 cidades com risco extremo de contágio da covid-19, acontece em meio a um dos piores índices de taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivos para tratamento da doença.

Nesta quinta-feira (10), o pico mais alto foi de 107,28% e retrata o colapso no sistema de saúde com a falta de espaços para atender novos pacientes contaminados pelo vírus. A falta de espaço é visível com o pedido de transferência de pacientes para outros estados em decorrência da falta de leitos.

A fila de espera também é grande e conta com mais de 200 pessoas aguardando a sua vez para ter o devido tratamento contra o coronavírus. Geraldo Resende, secretário de Saúde, afirma que o Estado tornou-se epicentro da covid-19 no país.

“Tivemos dias muito angustiantes para tomar essa decisão. Estamos com número de casos elevados, números de óbitos que tornou MS um epicentro da doença. Todos os municípios que tiverem acima de 90% fará com que a gente tome a decisão da bandeira cinza".

De acordo com o Portal Mais Saúde, 593 leitos de UTI Covid estão sendo ofertados, mas há uma superlotação extrema com mais de 1,2 mil pacientes hospitalizados em leitos clínicos também, conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta.

A macrorregião de Campo Grande é quem mais sofre com a covid-19. No total, a taxa está em 106% e é a segunda a maior entre as outras três regiões, onde Dourados conta com 99%, Corumbá está com 100% e Três Lagoas que registra o pior índice de ocupação com 113,85%.