Mato Grosso do Sul chegou à marca de R$ 81 bilhões em investimentos privados nos últimos anos, enquanto a renda média cresceu 50% e cerca de 40 mil famílias deixaram a extrema pobreza. Os números são usados pelo governador Eduardo Riedel (Progressistas), candidato à reeleição, para apresentar um cenário de crescimento econômico acompanhado de redução da pobreza e expansão do emprego.
Mas, longe dos grandes valores anunciados para a economia, os efeitos aparecem também em situações mais simples. Em Campo Grande, a comerciante Michele Lopes começou a produzir em casa produtos como desinfetante e sabão de álcool para reforçar o orçamento. Depois, passou a vender salgados.
“Comecei vendendo no porta-malas do carro. Deus me abençoou muito de lá para cá”, conta.
A história é apresentada como exemplo do impacto que o aumento da circulação de dinheiro pode ter sobre pequenos empreendedores. A estratégia adotada pelo governo tem sido baseada na atração de empresas, obras de infraestrutura e qualificação profissional.
Riedel atribui o crescimento à combinação dessas medidas. “Assim, aquecemos economia e geramos milhares de empregos. Como consequência natural, a renda média cresceu e a pobreza diminuiu”, afirmou.
O Estado também registra, segundo o governo, o menor ICMS do país e o melhor desempenho escolar de sua história.
Escola integral muda rotina de quem precisa trabalhar
Para algumas famílias, o impacto de uma política pública aparece menos nos indicadores econômicos e mais na organização da rotina.
É o caso da diarista Fernanda Fonseca, de Campo Grande. Ela conta que a escola em tempo integral dos filhos permite que tenha mais tempo para trabalhar e estudar.
“A escola integral me ajuda muito, porque eles estão na escola e eu consigo trabalhar, eu consigo estudar, poder melhorar a vida deles e a minha, consequentemente”, afirma.
A ampliação das escolas de tempo integral é uma das propostas de Riedel para um eventual segundo mandato. Depois da expansão da modalidade no ensino médio, a intenção anunciada é levar o modelo também para o ensino fundamental.
A justificativa é atender principalmente pais e mães que precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos durante parte do dia.
Curso vira oportunidade para quem quer empreender
A qualificação profissional é outro eixo da política apresentada pelo governo. A autônoma Cleysla Marques, também de Campo Grande, queria trabalhar por conta própria, mas precisava melhorar a forma como divulgava seus serviços e produtos na internet.
A oportunidade surgiu por meio de um curso encontrado na Funtrab. Ela decidiu participar para aprender a usar melhor as ferramentas digitais e alcançar novos clientes.
“O curso veio de encontro com isso, justamente pra que eu na internet conseguisse chegar até outras pessoas”, relata.
Para Cleysla, a experiência mudou a maneira como enxergava os programas de capacitação.
“Às vezes a gente acha que o governo não abre porta. Mas não, eles realmente dão oportunidades pra você empreender”, afirma.
A proposta do governo é aproximar a formação profissional das necessidades do mercado, principalmente em um momento de chegada de novas empresas e expansão de setores que demandam mão de obra.
Próxima etapa envolve saúde, saneamento e pavimentação
Apesar dos avanços apontados, o próprio governo reconhece que o crescimento ainda não alcançou todos os municípios e famílias da mesma forma.
Na saúde, Mato Grosso do Sul passou de um para quatro hospitais regionais. Para os próximos anos, Riedel promete ampliar a descentralização do atendimento e prevê a implantação de mais um hospital regional em Corumbá.
Também estão previstos investimentos em 45 hospitais de média complexidade. A intenção é reduzir a necessidade de pacientes do interior se deslocarem até Campo Grande para conseguir atendimento.
Na infraestrutura, mais de mil quilômetros de asfalto novo foram entregues, segundo o governo. A próxima etapa envolve comunidades que ainda convivem com ruas de terra, especialmente em períodos de chuva e seca.
Outro desafio é o saneamento. A meta anunciada por Riedel é tornar Mato Grosso do Sul o primeiro estado brasileiro a universalizar o saneamento básico, com a previsão de alcançar o objetivo em dois anos.
Para o governador, o principal desafio de um eventual segundo mandato será fazer com que os indicadores econômicos tenham reflexo direto na vida da população.
“O progresso só é real quando chega na vida das pessoas”, afirmou.
A avaliação de Riedel é que o crescimento econômico precisa resultar em melhorias que possam ser percebidas no cotidiano, desde a geração de renda até o acesso à escola, saúde, infraestrutura e saneamento.
“Ainda tem muito trabalho pela frente. A transformação já está em curso, mas ainda precisa chegar na vida de todo mundo”, disse.
Se quiser, posso também deixar o texto mais crítico e menos alinhado ao discurso do governo, mantendo os números e separando claramente o que é dado oficial do que é promessa de campanha.







