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Governo de MS quer reduzir um terço das importações de hortifrúti até 2018

A agricultura familiar como um todo mantém um bom ritmo de trabalho e, só na última safra, injetou R$ 224.308, 00 milhões em crédito rural

28 OUT 2016
Assessoria
14h13min
Foto: Assessoria

Com as políticas de fomento à agricultura familiar, o Governo do Estado projeta até 2018 uma redução de quase um terço do volume de produtos de hortifrutigranjeiros importado por Mato Grosso do Sul, que hoje é totalmente dependente de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. O Estado importa atualmente 82% (175 mil toneladas/ano) desses produtos e em dois anos as compras externas devem cair para 60%.

Até 2014, segundo o diretor-presidente da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Enelvo Felini, Mato Grosso do Sul exportava 85% de hortifrutigranjeiros e em menos de dois anos houve uma redução, resultado das ações desenvolvidas pelo governo estadual junto aos pequenos produtores rurais, com a participação das prefeituras, cooperativas e sindicatos.

Uma das ações de apoio ao setor é a participação do Governo do Estado na 12ª Exposição Agropecuária do Pantanal (Feapan), em Corumbá, aberta na noite desta quinta-feira, onde a Agraer montou um pavilhão para exposição de produtos dos oito assentamentos rurais da região. O diretor presidente da Agraer participa do evento que segue até domingo, no Parque de Exposição Belmiro Maciel de Barros.

Apoio técnico

A Agraer vem atuando fortemente na estruturação da agricultura familiar, com assistência técnica e extensão rural e facilitando o acesso aos financiamentos, além da promoção de cursos e oficinas de formação técnica, comercialização e produção caseira envolvendo produtores de todos os municípios. Um dos grandes gargalos, segundo o diretor-presidente da agência, é a comercialização.

“Hoje essa produção não chega ao Ceasa de Campo Grande e outros centros, mas o Governo do Estado vem empreendendo todos os esforços para estruturar essa comercialização, garantindo um preço mais justo ao produtor e um alimento mais saudável ao consumidor”, disse Enelvo Felini. A redução das importações, segundo ele, fortalecerá a agricultura familiar no Estado, gerando maior rentabilidade ao setor.

Na economia

A agricultura familiar como um todo mantém um bom ritmo de trabalho e, só na última safra, injetou R$ 224.308, 00 milhões em crédito rural no Estado, por meio do Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Do valor total aplicado pelos 79 municípios sul-mato-grossense, R$ 118 milhões foram para custeio (aquisição de sementes, medicamentos e ração para animais, etc), e R$ 105 milhões investimentos (recuperação de pastagens, compra de animais ou equipamentos, etc).

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