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Indústria está menos disposta a ampliar investimento em 2014, diz FGV

Indústria nacional

10 DEZ 2013
Aline Oliveira
20h15min
Divulgação

A piora do ambiente de negócios neste segundo semestre deixou a indústria menos disposta a ampliar o investimento em 2014. Além disso, uma parcela menor de empresas do setor espera aumento de faturamento, na comparação com este ano. Essas informações constam da “Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação”, pesquisa realizada trimestralmente pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Para essa edição foram consultadas 758 empresas com faturamento anual de cerca de US$ 534 bilhões. O levantamento foi realizado entre 7 de outubro e 29 de novembro. Com relação aos investimentos em capital fixo a sondagem mostrou que 47% das empresas programam ampliá-los em 2014, contra 50% que previam o mesmo no bimestre outubro-novembro do ano passado. Já a parcela das que projetam diminuição de investimentos aumentou de 15% para 19% no mesmo período.

 

Entre as empresas que preveem investir mais, a maior parte (34%) espera ampliar os investimentos entre 5,1% e 10%. Crescimento entre 10,1% e 20% foi previsto por 29% dos informantes. Outros 22% preveem elevar os investimentos em mais de 20%. Por fim, 15% das empresas esperam investir entre 0,1% e 5% mais.

 

Em relação ao emprego, as previsões da indústria para 2014 são parecidas com as feitas em outubro-novembro do ano passado para o ano seguinte. A parcela de empresas prevendo aumento do total de pessoal ocupado manteve-se em 32% e as que programam redução do contingente de mão de obra diminuiu de 12% para 11%.

 

Quanto ao faturamento, as previsões para 2014 são menos favoráveis do que as feitas para 2013. A proporção de empresas que preveem crescimento real das vendas no ano seguinte recuou de 71% do total para 64%. A parcela de empresas que projetam faturar menos no ano seguinte aumentou de 6% para 8%.

 

Entre as empresas que projetam aumento do faturamento, 41% acreditam numa taxa de crescimento na faixa entre 5,1 e 10%, contra 44% no ano passado. Em seguida, vem a faixa de crescimento entre 10,1 e 20%, projetada por 28% das empresas, mesmo resultado de 2013. Crescimento entre 0,1% e 5% foi previsto por 21% das empresas (17% em 2013); e 10% projetam crescer mais de 20%, proporção inferior à registrada no ano passado (11%).

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