Menu
sábado, 05 de dezembro de 2020
Economia

Ministério Público do Pará pode impedir construção de terminais no rio Tapajós

Portos brasileiros

17 outubro 2013 - 18h45Por Redação

O Ministério Público Estadual do Pará poderá ajuizar uma ação contra as empresas que pretendem construir terminais às margens do rio Tapajós caso elas não cheguem a um acordo sobre como compensar os impactos sociais e ambientais de suas operações no município de Itaituba. Se confirmada, a ação poderá atrasar o cronograma de investimentos de R$ 1,3 bilhão para a construção de nove estações de transbordo fluvial que servirão como alternativa para o escoamento de até 20 milhões de toneladas de grãos por ano do Centro-Oeste para exportação pelo Atlântico.

 

Reunidas sob a recém-criada Associação dos Terminais Privados do Rio Tapajós (Atap), as empresas, entre elas Bunge e Cargill , têm até hoje para entregar um posicionamento final sobre as exigências feitas pela prefeitura. "Se não houver acordo, ajuizaremos uma ação de forma que as licenças de instalação necessárias para o início das obras não sejam concedidas. Estamos agindo preventivamente, já que a chegada dessas empresas terá grande impacto em um município pobre", afirmou ao Valor o promotor Maurin Vergolino.

 

De acordo com o MPE e a Prefeitura, as empresas têm se mostrado relutantes em concordar com uma "agenda mínima" de compensações para os milhares de caminhões que passarão a transitar com carregamentos de milho e soja e a imigração maciça. Uma das principais divergências estaria no percentual - 5% do valor investido por empreendimento portuário - para projetos determinados pelas autoridades municipais. Outro ponto de conflito é a exigência de utilização de mão de obra local.

 

Em jogo está um novo sistema logístico e uma antiga reivindicação do setor de agronegócios de Mato Grosso: a criação de uma nova rota para o escoamento da produção agrícola da região. Com o prometido asfaltamento da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, e os terminais de transbordo no Tapajós, a safra de grãos poderia ser escoada pela hidrovia Tapajós-Amazonas até Santarém ou Santana, no Amapá, em contraponto aos atuais deslocamentos longos e custosos por rodovias até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Leia Também

Arrastados em córrego, tio e sobrinho reaparecem no Centenário
Cidade Morena
Arrastados em córrego, tio e sobrinho reaparecem no Centenário
Leitor registra fila de pacientes com suspeita de covid no UPA Leblon
Cidade Morena
Leitor registra fila de pacientes com suspeita de covid no UPA Leblon
Doloroso: Dourados tem seis mortes por covid em quatro dias
Interior
Doloroso: Dourados tem seis mortes por covid em quatro dias
Após caso de assédio, Globo tira do ar programas criados por Marcius Melhem
Geral
Após caso de assédio, Globo tira do ar programas criados por Marcius Melhem