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quarta, 04 de agosto de 2021
Economia

Pessimismo diminui, mas brasileiros adiam compras de maior valor

Pesquisa da CNI mostra que melhoraram as perspectivas sobre a inflação, o desemprego e a situação financeira. No entanto, pioraram as expectativas da população em relação à renda pessoal

07 outubro 2016 - 10h48Por CNI

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) aumentou 1,1% em setembro na comparação com agosto, confirmando que os brasileiros estão menos pessimistas. Embora esteja 4,2% acima do registrado em setembro de 2015, o INEC continua 5,3% abaixo da média histórica, que é de 108,9 pontos, informa a pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 7 de outubro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O aumento do indicador é resultado da melhora das expectativas em relação à inflação e ao desemprego nos próximos seis meses. O índice de expectativas sobre a inflação aumentou 3,6% e o do desemprego cresceu 2,4% em setembro na comparação com agosto. Quanto maior o índice, maior é o número de pessoas que esperam a queda da inflação e do desemprego.

De acordo com a pesquisa, as expectativas sobre o endividamento e a situação financeira também melhoraram um pouco. Mas as perspectivas em relação à própria renda e à compra de bens de maior valor, como automóveis, eletrodomésticos e móveis, continuam pessimistas, diz a pesquisa.  O indicador de expectativas sobre a renda pessoal caiu 2,4% e o de perspectivas de compra de maior valor recuou 0,9% em setembro frente a agosto.

PREOCUPAÇÕES -  "Apesar da melhora nas expectativas, ainda é grande a preocupação com o desemprego e a inflação. A situação financeira piorou muito no passado recente, o endividamento permanece alto e as pessoas estão pessimistas em relação à renda pessoal, o que prejudica a intenção de compras de bens  de maior valor, pois isso exige  investimento e planejamento por parte do consumidor", avalia o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Ele destaca, no entanto, que a manutenção da tendência de melhora na confiança e o equacionamento da situação financeira e do endividamento das famílias nos próximos meses resultarão no aumento do consumo. "Isso estimulará a produção e a economia como um todo", afirma Azevedo. 

O INEC é um indicador que antecipa tendências de desempenho da economia. Consumidores otimistas que confiam na queda da inflação e do desemprego, no aumento da renda pessoal e na melhora da situação financeira tendem a comprar mais, o que aquece a produção da indústria e o movimento no comércio e no setor de serviços.

Feita em parceria com o IBOPE, esta edição do INEC ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios entre 20 e 25 de setembro.               

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