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Economia

Preço da carne pode ter nova alta após poucos dias de alívio no bolso

Exportações devem ser retomadas e o valor tende a subir novamente no Estado considerado o maior produtor de carne bovina do país

23 novembro 2021 - 15h00Por Rayani Santa Cruz

O Ministério da Agricultura, através de Tereza Crisitina, ‘deu seu jeito’ e exportações de carne bovina para a China recomeçam em breve. Quem sentiu o alívio no bolso nos últimos dias pela leve diminuição do preço da carne em Mato Grosso do Sul, já pode se preparar para nova alta. 

A ministra Tereza Cristina participou de diversas reuniões no país asiático, e as autoridades alfandegárias da China disseram, nesta terça-feira (23), que aceitarão pedidos de importação de carne bovina brasileira que tenham recebido certificado sanitário antes de 4 de setembro, divulgou a Folha de São Paulo. Com isso, haverá permissão de que os carregamentos retidos nos portos chineses sejam finalmente liberados na alfândega.

(Ministra da Agricultura, Tereza Cristina anunciou liberação de importações da China na alfândega. Foto: Twitter)

A alfândega chinesa atualizou seu site e informa que agora está aceitando pedidos de importação de carne bovina certificada antes da suspensão.

Ainda de acordo com a Folha, “não ficou claro quanto tempo esses procedimentos levariam, ou a quantidade de produto presa no limbo desde a suspensão.”

O fato é que gradualmente as exportações voltarão a normalizar. O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina da China e quem “ganha” nesse quesito são os grandes produtores. Em compensação existe o reflexo pesando no bolso da população por conta da lei da oferta e procura. 

O Brasil, atende a cerca de 40% das importações realizadas pela China, e os compradores esperavam inicialmente que o comércio fosse retomado em algumas semanas, mas o período durou mais de 50 dias.

No mês de dezembro, sempre já é aguardado percentuais de aumentos nas carnes por conta da alta procura e festividades. Por enquanto, o sul-mato-grossense deve aproveitar o preço reduzido e ir aos açougues.

Suspensão

Conforme divulgado há alguns meses, o Brasil suspendeu as exportações de carne bovina para a China em 4 de setembro, após detectar dois casos atípicos de doença da vaca louca. A carne que já estava nos portos continuou sendo exportada, mas a maior parte não passou pela alfândega na chegada à China.

Os casos foram considerados "atípicos" por serem de um tipo espontâneo, e não por transmissão no rebanho.

De acordo com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), casos "atípicos" não oferecem riscos à saúde humana e animal, e são em geral detectados em bovinos mais velhos.

Desde que os casos em bovinos foram anunciados, o Brasil também notificou dois casos de distúrbio neurodegenerativo em pessoas, embora autoridades tenham dito que eles não estavam relacionados ao consumo de carne bovina.