TJMS SETEMBRO
Menu
quinta, 16 de setembro de 2021 Campo Grande/MS
CAMARA
Economia

Setor rural responde à ação do governo e contrata R$ 513 milhões do FCO para investimentos em MS

Até o momento, dos R$ 866 milhões destinados ao financiamento de empreendimentos rurais, R$ 513 milhões já foram efetivamento contratados

27 outubro 2016 - 14h02Por Notícias MS

Os esforços do Governo do Estado junto ao setor rural para garantir a utilização integral de R$ 1,5 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) disponíveis para Mato Grosso do Sul estão surtindo efeito neste segmento. Até o momento, dos R$ 866 milhões destinados ao financiamento de empreendimentos rurais, R$ 513 milhões já foram efetivamento contratados – o correspondente a cerca de 60% do total de recursos para o setor. Além disso, o governo do Estado vai solicitar ao Conselho Deliberativo (Condel) do FCO a criação de uma nova linha de financiamento e a redução das taxas de juros do Fundo.

As ações junto ao setor rural são conduzidas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) – gestora do fundo, por meio do Conselho de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF-FCO), juntamente com o Banco do Brasil e a Secretaria de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf). “Estamos com um bom ritmo de apresentação e de aprovação de projetos no setor rural e a resposta desse segmento tem sido animadora, o que nos aponta um ambiente favorável para que atinjamos a meta de aplicação integral dos recursos do Fundo para a área rural até 31 de dezembro deste ano”, afirmou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

O secretário destaca as ações da Sepaf, que está promovendo entre outubro e novembro 10 seminários regionais para técnicos da rede de assistência técnica rural do Estado. “É uma forma de o governo chegar e sensibilizar aqueles que possuem áreas degradadas sobre os benefícios da adesão ao Programa Estadual de Recuperação de pastagens e das facilidades em utilizar os recursos do FCO”, afirmou Jaime Verruck.

O seminário, intitulado “Programa Terra Boa e Normas operacionais do FCO”, ja foi realizado nos municípios de Dourados, Ponta Porã e Campo Grande. Em novembro, acontece em Coxim (9), São Gabriel do Oeste (10), Naviraí (16), Nova Andradina (17), Três Lagoas (23), Chapadão do Sul (24). Além desta ação, o titular da Semade ressaltou também a importância da primeira agência bancária do país voltada exclusivamente para atender o produtor rural, que foi inaugurada pelo Banco do Brasil em Dourados na semana passada. “’É uma prova da importância da região para os negócios do Banco, visto que é uma das maiores produtoras de grãos do Estado e aonde temos vários empreendimentos que realizaram operações junto ao FCO”, disse o secretário.

Setor empresarial

Em contraponto ao ambiente favorável do setor rural, a demanda de financiamentos do setor empresarial junto ao FCO no Estado tem sentido ainda as dificuldades geradas pela crise econômica no país. “Fizemos vários esforços junto às federações e entidades do setor produtivo para a utilização do FCO, repactuamos os percentuais de aplicação (65% para o rural e 35% para o empresarial), o governo federal ja anunciou medidas importantes mas a resposta continua abaixo de nossas expectativas e isso ocorre de forma generalizada no Centro-Oeste”, afirmou o secretário Jaime Verruck.

Dos R$ 466 milhões do FCO destinados ao setor empresarial em Mato Grosso do Sul, R$ 39 milhões foram contratados – 8,47% do montante. Em Goiás esse percentual chega a 15%, em Mato Grosso, 12,5% e no Distrito Federal, 6,15%. “Tudo sinaliza que muito dificilmente iremos cumprir a meta no empresarial. Continuamos também com uma procura muito baixa no capital de giro dissociado. De R$ 50 milhões que estão disponíveis, só 6% foram contratados. Nesse ponto específico do capital de giro, o que temos levantado junto ao empresariado é que as normas do Condel têm sido um fator negativo, pois as micro e pequenas empresas, com faturamento anual de até R$16 milhões só podem utilizar esse dinheiro para a formação de estoque e as necessidades, nesse momento, são outras. Além disso, muitos empresários estão com restrições para tomada de crédito, fruto ainda da instabilidade econômica no país”, ponderou Jaime Verruck.

Revisão das taxas de juros

O titular da Semade informou ainda que o governador Reinaldo Azambuja vai apresentar ao Condel a proposta de criação de um linha específica para o financiamento de longo prazo de empreendimentos de energia solar fotovoltaica. “Esta é uma demanda que o setor nos apresentou e vamos levar a Brasília. É um compromisso que o governador assumiu”, afirmou Jaime Verruk.

Além disso, o Governo do Estado e as federações se articulam para que o Banco Central entenda a necessidade de se revisar as taxas de juros do FCO para baixo. “Não vemos nenhuma necessidade se promover um reajuste ou de manter os índices como estão. O governo federal reduziu a Selic e seria uma incoerência qualquer tipo de movimento, que não seja o de também reduzir as taxas do FCO”, finalizou o secretário.

Os empresários sul-mato-grossenses vão ter ao menos R$ 5,635 bilhões disponíveis entre 2017 e 2010 do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). O valor médio anual – R$ 1,408 bilhão – representa incremento de 17,3% em relação ao que será disponibilizado para este ano, que é R$ 1,5 bilhão.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal terão R$ 28,9 bilhões nos próximos quatro anos do FCO e Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO), sendo que R$ 24,5 bilhões são do FCO e R$ 4,4 bilhões do FDCO.

A programação financeira dos fundos para 2017 a 2020 é de R$ 28,9 bilhões. Deste total, R$ 7,03 bilhões estão destinados para 2017, R$ 7,17 bilhões para 2018, R$ 7,29 bilhões para 2019 e R$ 7,41 bilhões para 2020.

Pela regra histórica, que destina 23% do total do FCO para Mato Grosso do Sul, no período os pequenos, médios e grandes investidores dos setores rural, industrial, de turismo, comércio e serviços sul-mato-grossenses terão R$ 5,635 bilhões, um aumento anual de 17,3% em relação ao total a ser liberado este ano. O valor médio por ano vai subir de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,408 bilhão entre 2017 e 20120.

De acordo com a pasta, no caso dos recursos do FCO “há uma previsão, historicamente adotada para a região, de que 23% dos recursos disponíveis para aplicação serão contratadas no Estado”, sendo que “essa previsão é passível de revisão (para mais ou para menos) no decorrer do exercício, em função da demanda por crédito observada”.

O total de recursos para o Estado pode ser até maior, mas vai depender dos projetos apresentados e também do aproveitamento dos recursos do FCDO, já que este fundo não define um percentual de distribuição dos recursos.

Leia Também

APAE apresenta projeto de construção de hospital em Campo Grande
Campo Grande
APAE apresenta projeto de construção de hospital em Campo Grande
Bolsonaro bate recorde de avaliação negativa com 53% de reprovação, diz Datafolha
Geral
Bolsonaro bate recorde de avaliação negativa com 53% de reprovação, diz Datafolha
Amigos se despedem de Zé Pretim, que morreu no aniversário de B.B. King
In Memoriam
Amigos se despedem de Zé Pretim, que morreu no aniversário de B.B. King
Garota deixou mensagem para mãe antes de ser morta: "Mainha, volto hoje"
Geral
Garota deixou mensagem para mãe antes de ser morta: "Mainha, volto hoje"