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Soja 2013/14 tem aproveitamento de 2% na colheita

Safra

21 JAN 2014
Marcelo Villalba
17h50min
Foto: Marcelo Villalba

Foi dada a largada na tarde desta terça-feira(21) para colheita da soja em Mato Grosso do Sul.  Apesar da estiagem que algumas regiões sofreram no inicio do plantio, a Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS)informou que a colheita de soja atingiu cerca de 2% da área total dedicada ao cultivo da oleaginosa nesta safra 13/14.

Segundo Mauricio Saito, presidente da Aprosoja, o desempenho principal da colheita foi baseado nos fatores climáticos. Se comparado a produtividade do ano anterior foram cerca de 49 sacas colhidas por hectare, há uma estimativa de queda de 300 mil toneladas, representando 5% dos 6,4 milhões de toneladas estimados inicialmente. “Apesar dos fatores climáticos, como a estiagem em algumas regiões, houve também um fator positivo, vemos o agricultor do Estado a cada safra vem se dedicando mais à produção dos grãos”, comenta.

Mauricio ressaltou ainda que as pragas como helicoverpa e a ferrugem foram identificadas em seis regiões do Estado, mas que a situação já esta sobre controle. “Houve o controle de pragas e doenças. Com monitoramento assíduo das lavouras que permitiu identificar rapidamente”.

As principais cidades que foram identificadas com a Helicoverpa armigera foram, Chapadão do Sul, São Gabriel do Oeste, Maracaju e Naviraí. Até o inicio da colheita no Estado, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) a ferrugem asiática teve apenas seis ocorrências, sendo quatro em Chapadão do Sul, uma em Costa tica e outra em Maracaju.

A estimativa e que sejam colhidas cerca de 46 sacas por hectare, e a colheita deve ser encerrada na primeira quinzena de março, quando tem inicio em algumas regiões o plantio da safrinha do milho 2013/14 que deve manter a área do cultivo anterior em 1,5 milhões de hectares.

O presidente ainda ressaltou que o acompanhamento da safra teve maior aproveitamento, com o auxilio do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio de MS (SIGA/MS). Segundo o sistema, houve uma estimativa de área plantada de 2,2 milhões de hectares.

Na região sul do Estado, houve um crescimento ultrapassando os 225 mi  hectares, na região norte houve um aumento chegando quase aos 160 mil hectares de plantação.  “Ate o momento já temos cerca de 2 % já colhido”, ressalta.

A colheita teve inicio em Caarapó  no dia 11, seguida de Campo Grande, Chapadão do Sul, Bandeirantes, Chapadão do Sul, Costa Rica, Dourados, Naviraí,  Ponta Porã e Rio Brilhante.

Há mais de 15 anos na produção rural, Dulcimar Cofferi, mais conhecido como Gauchinho, comemora a safra que esta colhendo.  Ele que já tinha vendido metade do que foi produzido em dezembro, estima que os 550 hectares plantados com a soja convencional vai render cerca de 60 sacas.  “Prefiro trabalhar com a soja convencional, pois consigo plantar ela mais cedo, logo quando sai do vazio sanitário”, comenta.

Gauchinho, vem da base da agricultura familiar e aos 49 anos, concilia o plantio das sete propriedades maior parte dela de soja convencional, com a distribuidora de  agroquímicos.

“Vi meus pais mexerem com  a agricultura, aquela mais rustica quando o carro de boi empurrava o arado para preparar a terra. E isso me ajudou muito nessa conquista da terra. Hoje meus filhos já estão envolvidos comigo, o menor de 14 anos dirigi uma das colheitadeiras”,  comenta.

O custo de produção por hectare conforme a Embrapa, levando em consideração os insumos, operações agrícolas e outros custos, fez o produtor desembolsar R$ 1.406,32 por ha, ou seja R$ 118,40  a mais que a safra passada.

Rally da Safra

Hoje também foi lançado a parceria entre o sistema Famasul e o Rally da Safra.  Essa será a 11ª edição e que vem  a cada edição aprimorando as informações do campo.  Segundo  Fabio Menegueri, responsável, o Rally  acontece entre janeiro e março, durante a fase de desenvolvimento das lavouras e colheita.

“O roteiro é escolhido com o objetivo de percorrer os principais pólos produtores de soja e milho do país. Além da equipe que vai estar a campo, verificando a safra, vamos ter outra equipe que vai conversar diretamente com o produtor, para saber a expectativa deles par aa safra, produção tudo que aconteceu”, ressalta.

Durante a avaliação quantitativa das lavouras, diretamente no campo, amostras de soja e milho são coletadas e aplica-se uma metodologia de contagem, pesagem e medição de umidade dos grãos com o objetivo de determinar a produtividade das lavouras.

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