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Taxa de desemprego cai no MS e em outros 9 estados, diz IBGE

A cada trimestre são visitados 211 mil domicílios pelos agentes do instituto

15 AGO 2019
Da redação/Valor Econômico
10h02min
Foto: Cleber Gomes/Agência RBS

Das 27 unidades da federação, dez apresentaram queda da taxa de desemprego no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.

No fim de julho, o IBGE já divulgara que a taxa de desemprego nacional foi de 12% no segundo trimestre. O instituto detalhou nesta quinta-feira o resultado por unidades da federação e regiões, além de outros indicadores do
mercado de trabalho no segundo trimestre do ano.

De acordo com a pesquisa, os recuos mais intensos da taxa, do primeiro para o segundo trimestres, ocorreram nos Estados do Acre (de 18% para 13,6%), Amapá (de 20,2% para 16,9%), Rondônia (de 8,9% para 6,7%), Maranhão (de 16,3% para 14,6%) e Minas Gerais (de 11,2% para 9,6%).

A taxa de desemprego também recuou, por essa mesma base de comparação nos Estados de Alagoas (de 15% para 14,6%), Santa Catarina (de 7,2% para 6%), Mato Grosso do Sul (de 9,5% para 8,3%) e Espírito Santo (de 12,1% para 10,9%), mostram os dados divulgados pelo IBGE.

Outras unidades da federação, para além das dez mencionadas, também mostraram queda da taxa de desemprego, mas dentro do intervalo de confiança (margem de erro) da pesquisa do IBGE, que é feita por amostra. São visitados 211 mil domicílios em todo o país, a cada trimestre, pelos agentes do instituto.

A taxa de desemprego do estado de São Paulo passou de 13,5% no primeiro trimestre deste ano para 12,8% no segundo trimestre do ano passado, queda de 0,7 ponto percentual. Mas o desempenho está dentro do intervalo de
confiança da pesquisa, ou seja, se trata de estabilidade.

O mesmo vale para o Rio de Janeiro. A taxa de desemprego no Estado recuou de 15,3% para 15,1% na passagem do primeiro para o segundo trimestre, variação de 0,2 ponto percentual. Essa pequena variação está dentro do intervalo de confiança e aponta para uma estabilidade.

5 milhões buscam emprego por um ano ou mais

O país tinha 5,154 milhões de pessoas em busca de emprego havia um ano ou mais no segundo trimestre deste ano, 3% a mais do que no mesmo período do ano passado (5 milhões). O desemprego de longa duração é definido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como pessoas que estão sem trabalho, mas disponíveis para trabalhar e procurando emprego há um ano ou mais.

Se comparado ao segundo trimestre de 2012, o desemprego de longa duração cresceu 104% no país. Naquela época, o país tinha 2,52 milhões de pessoas procurando emprego havia um ano ou mais. Os números, porém, eram ligeiramente piores em 2017.

Esse tipo de desemprego preocupa especialistas, pois pessoas que ficam muito tempo sem trabalhar tendem a ficar desatualizadas e sofrem dificuldade ainda maior para se reinserir no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa, 1,807 milhão de pessoas procuravam emprego havia de um ano a menos de dois anos no segundo trimestre.

Os brasileiros que procuravam emprego -- sem interrupção na busca -- havia mais de dois anos somavam 3,347 milhões. A maior parcela (45,6%) dos trabalhadores desempregados no país procuravam emprego de 1 mês a 1 ano no segundo semestre, o correspondente a 5,823 milhões de pessoas.

 

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