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sábado, 26 de setembro de 2020
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Açougueiro que matou filha de 4 anos e enteada de 8 é preso em igreja

Segundo a polícia, ele gravou áudio em que dizia que mataria as crianças por vingança

16 maio 2019 - 16h45Por G1/SP

O açougueiro Clayton Almeida de Jesus, de 34 anos, suspeito de ter matado a própria filha e a enteada dentro de um apartamento em Guarulhos, na Grande São Paulo, foi preso na noite desta quarta-feira (15) em uma igreja evangélica de Santos, no litoral paulista.

Ele foi indiciado por homicídio duplo qualificado e está preso no 1º DP de Guarulhos, que é também a cadeia pública da cidade. A audiência de custódia para definir se ele será solto ou permanecerá preso até ser julgado estava prevista para 10h desta quinta-feira, mas a Justiça não havia informado sobre o resultado até a última atualização desta reportagem.

As crianças foram mortas asfixiadas em casa na manhã desta quarta-feira (15). Priscila Beatriz Tavares Almeida, de 4 anos de idade, era a filha do suspeito, e Edmilly Geovana Tavares, de 8 anos, a enteada dele. A polícia não deu detalhes sobre o crime, mas um áudio enviado pelo suspeito a familiares é a principal evidência da autoria.

No áudio, Clayton afirma: “No domingo foi um dia especial, o [dia] das mães, porque foi o dia que a minha esposa se batizou na igreja. E nós estávamos as famílias todas juntas. Mas no fim do dia ela me confessou que ela me traía com o encarregado dela. Mas eles vão lembrar o resto da vida o que eles fizeram”.

Para o delegado que investiga o duplo homicídio, Wagner Coimbra, trata-se de um caso de vingança. "Estou sentindo uma dor muito grande. Eu quero que a minha companheira, a mãe das crianças, sinta a mesma dor que eu sinto", disse o delegado, se referindo à fala do suspeito.

Funcionários da mesma rede de supermercados

De acordo com a polícia, Clayton, a esposa e o suposto amante eram funcionários de uma rede de supermercados e chegaram a trabalhar juntos. Segundo a investigação, Clayton pretendia fugir para o Rio de Janeiro, mas não tinha dinheiro. Ele, então, saqueou o cofre das meninas, que tinha por volta de R$ 70,00, e seguiu para o litoral paulista.

“Em um crime como esse, nós ficamos tentando entender o porquê. Por que, de uma hora para outra, a pessoa perdeu o seu juízo perfeito? Sendo que, até então, era uma pessoa que levava uma vida regrada, uma vida normal. Acho que essa é a maior incógnita”, diz o delegado.

As investigações também apontam que o açougueiro queria matar, ainda, os filhos do suposto amante da esposa, mas, por não saber o endereço dele, não conseguiu concretizar o plano.

A mãe das crianças e esposa de Clayton foi até o Setor do Homicídios da Delegacia Seccional de Guarulhos, que cuida do crime, mas não conseguiu prestar depoimento por estar muito abalada com a morte das duas filhas.

Enteada tinha medo

O pai de Edmilly, o auxiliar de aeroporto Elias Luiz da Silva, afirma que nos últimos tempos a filha não queria mais dormir na casa da mãe e do padrasto.

“Teve um dia que ela me contou que ele [Clayton] deu uma chinelada nela por causa da outra filhinha dele, que fez as coisa erradas e ele descontou nela. Ela não queria, toda vez [dizia]: ‘Não quero mais voltar para minha casa’".

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