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Boliviana que autorizou plano de voo da LaMia pede refúgio em Mato Grosso do Sul

Celia Castedo passou toda a segunda-feira (6) em Corumbá conversando com autoridades

6 DEZ 2016
Rodson Willyams
09h02min
Foto: Reprodução / Folha MS

A boliviana Celia Castedo Monasterio, funcionária da Aasana (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea da Bolívia), apontada de ter autorizado o plano de voo da LaMia em que morreram jornalistas e jogadores do Chapecoense na Colômbia, está em Mato Grosso do Sul. Célia tenta pedir refúgio no Brasil e esteve nesta segunda-feira (5), às 8 horas, na sede Delegacia da Polícia Federal, onde entrou em contato com o setor da imigração. 

Como o setor só inicia o atendimento ao público às 9 horas, Celia acompanhada de seu advogado foram até a sede do Ministério Público Federal de Corumbá. Lá foram atendidos pela procuradora do MPF, Gabriela Tavares, a qual solicitaram informações sobre os trâmites legais para pedido de refúgio no país.

Segundo o site, Folha MS, a mulher permaneceu no prédio da MPF até às 22 horas desta segunda-feira, quando foi encaminhada por uma viatura até a sede da Polícia Federal em Corumbá. O delegado Sérgio Luís Macedo informou que o pedido de refúgio será formalmente efetuado.

Delegado da Polícia Federal, confirmou que boliviana irá formalizar o pedido junto a PF. Foto: Reprodução. 

O Ministério Público Federal se manifestou através de nota, onde afirma que medidas cabíveis serão solicitadas aos órgãos federais competentes.

O caso 
Celia Castedo Monasterio, funcionária da Aasana foi  a responsável pela liberação do voo da empresa LaMia, que saiu de Santa Cruz de La Sierra na Bolívia com direção ao aeroporto de Medelin, na Colômbia. Durante o percurso, o avião caiu com 81 pessoas a bordo, sendo 72 passageiros, e nove tripulantes, ao todo cinco sobreviveram ao acidente. Somente do Chapecoense eram 19 atletas e toda comissão técnica além da tripulação e 21 profissionais da imprensa esportiva. 

Na Bolívia, a funcionária foi afastada do trabalho e o Ministério Público Boliviano teria apresentado uma notícia-crime contra a controladora do voo por “não cumprimento de deveres” e “atentado contra a segurança dos transportes”.

Boliviana alega em sua defesa que teria alertado as autoridades e representantes da empresa LaMia de que o abastecimento de combustível da aeronave seria insuficiente para chegar a Medelin. Mesmo assim, após supostamente insistir e apontar os erros no plano de voo da aeronave, o avião foi autorizado a sair. 

Veja a nota do Ministério Público Federal 

A boliviana C.C.M foi atendida na Procuradoria da República no município de Corumbá/MS. A Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, em coordenação com as procuradoras Gabriela Tavares e Maria Olívia, vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro.

C.C.M. trabalha na Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia (Aasaana) e teria apontado problemas no plano do voo que transportava a delegação da Chapecoense, jornalistas e tripulantes para a cidade de Medellín, na Colômbia, em 28 de novembro.
A Aasaana teria enviado ao Ministério Público boliviano notícia-crime por “não cumprimento de deveres” e “atentado contra a segurança dos transportes” e estaria suspensa de suas funções por suspeita de negligência.

Na quarta-feira, dia 7, dois procuradores brasileiros participarão de reunião de trabalho com membros dos Ministérios Públicos boliviano e colombiano, para participar dos trabalhos de investigação sobre o acidente do voo CP2933 da Lamia”.

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