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Caminhoneiros de MS ficam de fora de protestos contra Dilma

09 novembro 2015 - 11h20Por Mariana Anunciação

Caminhoneiros de diversas regiões do país fazem protestos e mantêm alguns pontos de bloqueios em rodovias, a partir desta segunda-feira (09). Enquanto isso, no Estado de Mato Grosso do Sul não há previsão de paralisações e a orientação é "fazer o que achar melhor”.


Muitos caminhoneiros já se preparam para a greve nas estradas paulistas, inclusive interdições em trechos do estado de Santa Catarina, Minas Gerais e parte do norte do Paraná. Além de melhores condições de trabalho, lutar pela renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT) é o principal item da pauta das reivindicações.


As reclamações vão desde o frete que está muito barato, a grande concorrência de mercado e o diesel com o valor elevado. Apesar de não haver previsão de paralisação dos caminhoneiros de Mato Grosso do Sul, o presidente Sindicam-MS (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul), Osny Carlos Belinati não descarta ações de grupos isolados. “Alguns estados estão fazendo protestos. Aqui orientamos para os caminhoneiros não ficarem nas estradas parados, sem condições. Vai para casa, descansar, namorar”, destacou.


A maioria dos sindicatos está contra ao atual movimento. “Fazer greve simplesmente para derrubar a presidente não é correto e, sim, por melhorias trabalhistas. O congresso não deu conta de tirá-la, nós não vamos tirar também, deixa ela trabalhar. Quem quer pegar estrada, faz o que quiser. Mas depois não vem reclamar para o sindicato que saiu no prejuízo por conta de paralisação”, avisou o presidente Osny Belinati.


Ao ser questionado o porquê de não aderir ao movimento grevista, o presidente do sindicato justifica que há inúmeras desvantagens. Segundo ele, as paralisações devem ser bem embasadas para a categoria ter sua reivindicação atendida. “Não sou contra nada, nem paralisação, algumas coisas melhoraram com as reivindicações, outras não. Mas temos que lutar pela melhoria da vida do caminhoneiro e não entramos em questões políticas. Se depender de nós, não há previsão de fazer manifestação em MS”, concluiu.