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Meio Ambiente

COP 28: Governo de MS mostra atuação e compromisso às mudanças climáticas

Evento ocorreu na Assembleia Geral do Under 2° Coalition

03 dezembro 2023 - 18h50Por Angélica Colman

A atuação e o compromisso do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul frente às mudanças climáticas foram destacados na manhã deste domingo (3) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, no COP 28 (Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas). Evento ocorreu na Assembleia Geral do Under 2° Coalition, grupo que reúne governos regionais de todo mundo em torno de soluções para combater as mudanças climáticas e o aquecimento global. 

Gerente de Programas do Climate Group, instituição que coordena o Under2° Coalition, Rolf Bateman ressaltou que a coalisão congrega estados e regiões pelo clima. "Todos eles assumiram compromissos robustos com as mudanças climáticas e o Mato Grosso do Sul é um desses estados. Hoje, somos cerca de 170 membros signatários, que têm metas Net Zero até 2050", informou, se referindo a neutralidade de carbono.

Ainda de acordo com Bateman, "o Estado do Mato Grosso do Sul foi um dos estados mais importantes desse contexto, pois foram os primeiros a assinar uma campanha da ONU, chamada Race to Zero, uma corrida para o zero que determinou essa primeira postulação dos estados subnacionais dos estados do mundo inteiro. No Brasil foram 12 membros que aderiram e o Mato Grosso do Sul nos ajudou a alavancar esse processo, visto a grande robustez desse compromisso do Estado".

Secretário de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck representa o governador Eduardo Riedel na COP 28, ao lado do diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, e do secretário-executivo de Meio Ambiente da Semadesc, Artur Falcette.

O trio participou do evento "Unindo Líderes, Direcionando a Transformação", na abertura da Assembleia Geral da Coalizão Under 2° Coalition.

"Nós aderimos ao Under2° Coalition há dois anos e hoje participamos da Assembleia Geral com mais de 170 estados subnacionais do mundo inteiro. São esses estados subnacionais que, efetivamente, fazem todo o processo adaptação e mitigação frente às mudanças climáticas. Hoje, vimos aqui que cerca de 90% dessas ações são realizadas em nível subnacional, por esses estados", comentou o secretário Jaime Verruck.

Já Falcette informa que, no evento do Under 2° Coalition, "nós tivemos uma discussão bastante intensa sobre financiamento climático. O grande desafio que nós encontramos é como fazer com que esse dinheiro, que está em fundos privados, em empresas privadas, seja aplicado em nossos programas e ações climáticas para atingir nossa meta do Carbono Neutro".
Segundo o secretário-executivo, foram apresentadas e debatidas ações necessárias em nível de governança para garantir o acesso aos fundos internacionais existentes.

"Tivemos uma discussão muito grande sobre como estabelecer um mecanismo de mudança e encontrar atores e parceiros que possam estar no meio dessa cadeia e que entendam, ao mesmo tempo, o setor privado, que tem o dinheiro, e o setor público, que precisa estruturar grandes projetos e trazer esse capital para dentro do seu país ou território", comentou.
Verruck ressaltou a importância do debate sobre o processo de mudança de matriz energética pelos governos nacionais e subnacionais, com a implantação de programas de fomento à produção e o uso de fontes de energia limpa e renovável.

"A transição energética é uma questão internacional. O Brasil já faz a sua transição energética, com a adoção e fomento à produção e à utilização de combustíveis renováveis. O que temos observado é que, cada vez mais, o Brasil é percebido não mais como o problema, mas sim, parte da solução para a mudança climática no mundo", finaliza.