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Criança é morta por bala perdida enquanto soltava pipa

João Victhor Valle Dias, de 9 anos, foi atingido no peito e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos

23 novembro 2018 - 13h24Por O Dia

Um menino de 9 anos foi morto com um tiro no peito enquanto soltava pipa na laje de uma casa na Favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no fim da tarde desta quinta-feira.

João Victhor Valle Dias chegou a ser socorrido no PAM de Del Castilho, mas não resistiu aos ferimentos.  As circunstâncias do disparo ainda são desconhecidas, mas não havia confronto no momento do crime.

Alessandra Marques, 39 anos, tia de João Victhor disse que menino morava com a mãe, o padrasto e outros dois irmãos, de 7 e 4 anos, há cerca de um ano. Segundo a manicure, anteriormente a criança era criada pela avó materna em outro bairro.

“Ele estava brincando na laje quando de repente foi atingido. A gente não sabe de onde partiu o tiro que atingiu o meu sobrinho pois, não estava tendo confronto”, lembrou Alessandra. “Quantas pessoas mais terão que morrer por bala perdida?”, indagou a mulher emocionada.

De acordo com a manicure, a criança era brincalhona, obediente e gostava muito de soltar pipa. Amigos contam que o menino foi socorrido pelos próprios familiares em um carro até a UPA. “Os pais estão arrasados”, disse a tia materna.

O corpo do pequeno João Victhor, que completou 9 anos em agosto, chegou ao Instituto Médico Legal (IML), da Leopoldina, Região Portuária do Rio, as 13h. A vítima passará por necrópsia ainda nesta tarde.

Segundo informações, o tiro teria partido de um traficante que manuseava uma arma na localidade onde a criança morava. Inclusive, que o suspeito teria sido julgado pelo tribunal do crime e a sua sentença teria sido a morte. Entretanto, a Polícia Civil disse que irá investigar se isso aconteceu ou não.

Em nota, a UPP Fazendinha confirmou que foi acionada após ser comunicada que um menino tinha sido ferido na localidade conhecida como "Beco do Te Contei" e informou que não havia confronto no momento. Um parente da criança que comunicou o caso à polícia também teria dito que não acontecia nenhum tiroteio.

A PM foi até a unidade hospitalar onde a criança foi atingida e registrou inicialmente o caso na 44ª DP (Inhaúma), sendo encaminhado posteriormente para a Delegacia de Homicídios (DH-Capital). Uma perícia foi feita no local e agentes da unidade realizam diligências para apurar o caso. 

Segundo as informações da DH, o pai da vítima prestou depoimento. Anderson da Silva Dias informou que não vivia com o filho e que ficou sabendo do ocorrido através de conhecidos. No local, não foram encontradas câmeras de segurança para as investigações. A perícia criminal não realizou apreensão de quaisquer evidências no local e digitais também não foram encontradas.