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Desembargador Francisco Gerardo pede aposentadoria e deixa a magistratura

Gerardo ingressou na magistratura em abril de 1984

16 agosto 2018 - 08h40Por TJMS

Afastado há algum tempo por questões de saúde, o Des. Francisco Gerardo de Sousa, depois de 34 anos dedicados à causa da justiça, pediu a aposentadoria e, na sessão dessa quarta-feira (15), os desembargadores do Tribunal Pleno aprovaram a solicitação.

O presidente do TJMS, Des. Divoncir Schreiner Maran, lembra do amigo, cearense de Fortaleza, com bastante estima. “Antes da magistratura, ele foi Oficial R2 do Exército Brasileiro o que, com certeza, talhou sua retidão e alinhou toda sua conduta profissional. Ele é lembrado por todos os lugares onde passou, com destaque para Corumbá, e deixou marcas indeléveis. Sempre é lembrado por seus feitos, mas sua maior marca foram os 19 anos em que atuou como juiz corregedor dos presídios de Campo Grande, função na qual passou a ser estimado pelos presos”, recorda o presidente.

Divoncir destacou ainda o tempo em que Francisco Gerardo presidiu a Associação dos Magistrados de MS (Amamsul). “Tive o prazer de ser convidado para o cargo de Diretor de Obras da Gestão do Des. Gerardo e os resultados ficaram para a história da entidade, com benfeitorias nas sedes de Campo Grande, de Coxim e de Dourados. Particularmente, tenho grande apreço pelo amigo magistrado e sei que a recíproca é idêntica. Resumindo: estamos falando de um exemplo de retidão a ser seguido por aqueles que pretendem se destacar com naturalidade, sem alarde, pois assim é este grande magistrado”, definiu.

O presidente da Amamsul, juiz Fernando Cury, ressaltou que a Associação, ao mesmo tempo em que lamenta a saída de um integrante dessa envergadura da magistratura, também o parabeniza pela trajetória, pela forma discreta e humana.

“Sempre muito legalista, o Gerardo fez um trabalho nacional a frente da Execução Penal e, tenho certeza, fará muita falta, servindo de exemplo para a magistratura como um todo, para sempre”, garantiu Fernando.

O juiz Alexandre Antunes da Silva, da Vara da Justiça Militar Estadual da Capital, conviveu bastante com o desembargador e garante: ele é um ser humano fantástico, um verdadeiro exemplo.

“Francisco Gerardo foi mais que um magistrado. Certa vez, me disseram que ele era ‘um santo homem’. Assim, passei a compartilhar da definição, pois dedicou a vida a ajudar as pessoas, principalmente os presos e familiares. Jamais perdeu a serenidade e afetuosidade e será eternamente um ícone da magistratura, especialmente da Execução Penal”.

Conheça – Francisco Gerardo de Sousa ingressou na magistratura em abril de 1984, sendo o 1º colocado no III Concurso. Em setembro do mesmo ano, por merecimento, foi promovido a juiz de Direito e passou a atuar na primeira entrância, na comarca de Porto Murtinho. Em março de 1985, a pedido, foi removido para a comarca de Itaporã.

Por merecimento, em agosto de 1987, foi promovido a juiz de 2ª entrância e judicou na 1ª Vara Criminal de Corumbá. Novamente por merecimento, em 1991, foi promovido para atuar na 9ª Vara Criminal de Campo Grande, tornando-se juiz de entrância especial. Em setembro de 1994 assumiu a titularidade da Vara de Execução Penal, cuja denominação para 1ª Vara de Execução Penal efetivou-se em 2005.

De agosto de 2010 a abril de 2012, Gerardo atuou como convocado no cargo de desembargador, por isso, ao ser promovido, não viu motivos para temor com os novos desafios, já que atuava no cargo há mais de um ano. Na época, ele garantiu estar disposto a enfrentar os obstáculos profissionais que, por ventura, surgissem com a mesma responsabilidade, dignidade e honradez que marcaram sua carreira na magistratura.