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Despesas do INSS com aposentadorias somarão 3,8% do PIB em 2013

Economia

22 NOV 2013
Valor Econômico
20h10min
Divulgação


Nesta sexta-feira (22), o chefe do departamento de risco de marcado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ), Fábio Giambiagi afirmou que as despesas do INSS com aposentadorias somarão até o final do ano 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).


Giambiagi afirmou que os gastos da Previdência subiram 140% desde a estabilização econômica, na primeira metade dos anos 1990. O principal motivo do aumento, na sua análise, é a política de reajustes do salário mínimo, vinculado pela Constituição aos reajustes da Previdência. Com isso, cada aumento do salário mínimo "arrasta" uma parcela importante dos beneficiários do sistema previdenciário brasileiro.

 

Hoje, a importância relativa do salário mínimo nas contas do INSS é muito superior à época da estabilização. Em 1994, o reajuste do salário mínimo impactava 1/3 dos aposentados pelo INSS. Hoje, ele provoca o reajuste de 45% dos beneficiados.

 

Passado x futuro - "É como fazer uma opção pelo passado. Enquanto o resto do mundo pensa o que vai fazer com a educação, com a inovação, nós temos um conceito de uma dívida com nossos pais e avós", disse. Para ele, o Brasil deve reduzir seus gastos com a previdência e investir nas gerações futuras. "As regras de aposentadoria são muito mais generosas no Brasil do que no resto do mundo", criticou.
Giambiagi afirmou que o ano de 2015 é uma oportunidade para a aprovação de uma reforma previdenciária, que reduza a pressão do salário mínimo sobre o pagamento a aposentados, uma vez que reformas impopulares tendem a ser aprovadas no primeiro ano de um novo governo.

 

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