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sexta, 30 de outubro de 2020
Geral

Disputa por terras volta a criar clima de tensão no sul de MS

Conflitos rurais

19 dezembro 2013 - 19h27Por Redação

A Justiça determinou a reintegração de posse de várias fazendas invadidas por índios no sul de Mato Grosso do Sul. A decisão voltou a criar um clima de tensão na região. Com arcos, flechas e facões, os guarani-kaiowás dizem que estão preparados para defender as terras que chamam de yvy-katu.

 

"Pode vir tropa de choque, pode vir qualquer pessoa fazer o despejo que nós não vamos sair", disse Cunhã Guaraú, índia guarani-kaiowá. Os índios declararam em rede social a posição de resistir a qualquer tentativa de desocupação. O grupo, com cerca de cinco mil pessoas, ocupa 14 propriedades em uma área com quase 10 mil hectares no município de Japorã.

 

Uma delas é do pecuarista Ivagner José Varago, que não sabe quando vai poder voltar para a fazenda, ocupada desde outubro. Com a chegada dos indígenas, Ivagner precisou retirar o rebanho às pressas.

 

Nas últimas seis semanas, a Justiça Federal de Mato Grosso do Sul e o Tribunal Regional Federal de São Paulo concederam reintegrações de posse para nove propriedades. A Funai recorreu de todas as decisões e conseguiu suspender a ordem para a saída dos índios em uma delas, mas as outras seguem valendo.

 

"Nossa expectativa é que realmente se cumpra o que a Justiça está determinando e que se respeite o direito de propriedade até que a própria Justiça determine se a terra vai ser dos índios ou dos produtores rurais", diz Hilário Parise, presidente do Sindicato Rural de Japorã.

 

Á área já foi declarada como reserva indígena, mas ainda não foi demarcada. "Em 2003, a área foi declarada como reserva, como terras indígenas. Dez anos se passaram esperando a homologação, a demarcação. É por isso que os índios estão lutando", conta Clarisvaldo Batista, representante da Funai.

 

Em Sidrolândia, também em Mato Grosso do Sul, onde fica a fazenda Buriti, ocupada por índios, o clima de tranquilidade começa a ser substituído pela apreensão. O governo não cumpriu o acordo feito com índios e fazendeiros e já há muita reclamação de ambas as partes.

 

O Ministério da Justiça informa que ainda não tem uma decisão tomada a respeito do assunto. O prazo acordado venceu no dia 11 de dezembro.

 

Fonte: Globo Rural

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