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Em MS, Enem Prisional será aplicado para mais de mil pessoas em privação de liberdade

Os participantes poderão utilizar o desempenho obtido como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior

11 dezembro 2018 - 16h11Por Da redação / Governo MS

O Exame Nacional do Ensino Médio para Privadas de Liberdade (Enem PPL) será aplicado em unidades prisionais de todo o Brasil nesta terça e quarta-feira (11 e 12). Em Mato Grosso do Sul, 1.054 pessoas foram inscritas para realizarem as provas, envolvendo custodiados da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), presos da Penitenciária Federal de Campo Grande e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.

Dados divulgados pela Divisão de Educação da Agepen apontam que, somente nos presídios estaduais, 1.015 homens e mulheres foram inscritos no exame, entre os quais 338 internos na Capital, 119 em Dourados e 109 em Três Lagoas.

De acordo com a Superintendência de Medidas Socioeducativas (SAS), nas Unidades Educacionais de Internação (Uneis), 11 adolescentes infratores realizarão as provas. A pequena participação, segundo a SAS, se deve ao perfil do público atendido, sendo o volume maior no Exame Nacional para Certificação de Competência de Jovens e Adultos (Encceja). Já a direção da Penitenciária Federal informou que no local foram 28 inscritos no Enem PPL.

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, redação e ciências humanas. A aplicação terá cinco horas e 30 minutos de duração. No segundo dia, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática, com o mesmo período de duração.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os participantes, com idade a partir de 18 anos, poderão utilizar o desempenho obtido como mecanismo único, alternativo ou complementar para acesso à educação superior.

Ainda conforme o Inep, o Enem PPL pode ser usado para pleitear vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para concorrer a bolsas no ensino superior privado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O Instituto esclarece que, no caso deste exame voltado às pessoas em privação de liberdade, cada unidade prisional ou socioeducativa tem um responsável pedagógico pela realização e acompanhamento das inscrições; ensalamento; transferência de participantes entre as unidades, se for o caso, dentro do prazo previsto para inscrição; além da exclusão de participantes que tiverem sua liberdade decretada.

O responsável pedagógico também acessa os resultados obtidos pelos participantes, e pode inscrevê-lo nos programas de acesso ao ensino superior.