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terça, 24 de novembro de 2020
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'Jamais se justificaria', diz delegada sobre morte brutal no Carrefour

Ela também diz que, além dos dois seguranças que agrediram brutalmente o cidadão negro e foram presos em flagrante, a polícia também trabalha 'na identificação de outras pessoas que possam ter concorrido para esse desfecho'

22 novembro 2020 - 07h49Por Vinícius Squinelo, com G1

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul trabalha em diversas frentes para tentar esclarecer todas as circunstâncias que geraram o assassinato brutal de João Alberto Silveira Freitas por dois seguranças na noite de quinta-feira (19), em unidade do Carrefour de Porto Alegre.

Em novo vídeo, obtido pelo "Fantástico" neste sábado (21), é possível ver os acontecimentos anteriores ao espancamento de João Alberto, onde ele é seguido por dois seguranças e dá um soco em um dos funcionários antes de ser brutalmente agredido até a morte.

"Jamais se justificaria qualquer tipo de desentendimento, seja ele qual for, para que levasse a efeito tamanha violência como a que ocorreu durante está ação, desses seguranças, nesse supermercado", diz a delegada Roberta Bertoldo.
Ainda segundo a delegada, desde a quinta-feira a polícia trabalha com o objetivo de "especificar a conduta de todas as pessoas, para que todas sejam responsabilizadas na medida em que são implicados nessa ação delituosa".

A investigação ouve informações apontadas por parte de pessoas ligadas à vitima e também daqueles que tenham envolvimento com os indiciados, segundo Roberta.

"Buscamos, então, imagens de câmeras de segurança no sentido de esclarecer melhor onde esta a verdade real desses fatos. Mas o que importa nesse momento é avaliar a conduta desses dois indivíduos que agiram de uma forma extremamente exacerbada em relação a contenção desse cliente", afirma a delegada.

Os dois agressores – o policial militar Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e o segurança Magno Braz Borges, de 30 – foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada na tarde desta sexta.

"Objetivamente nós temos duas pessoas presas", diz a delegada, que acrescenta: "Agora nós trabalhamos na identificação de outras pessoas que possam ter concorrido para esse desfecho no tocante as suas omissões e também ações que foram feitas, sejam elas grandes ou de menor importância. Todos terão suas condutas avaliadas e responsabilizadas a partir desse trágico resultado".
A polícia analisa imagens para tentar identificar outras pessoas na cena, para esclarecer o que de fato motivou o desentendimento e saber se houve omissão de socorro no caso.

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